Já escrevi anteriormente sobre liderança e meus valores com relação a esse nobre e complexo papel que assumimos em tantas áreas da vida.
Estar a frente, ter como responsabilidade definir coisas, dar direção, conduzir, pegar na mão, treinar, administrar são coisas que impactam diretamente a personalidade de quem ousa a seguir seus líderes.
Sendo marido, esposa, irmão, "chefe", amigo...não importa: deixamos marcas no que as pessoas são, no que elas pensam, no que acreditam. Não tem jeito.
Quando exercemos essa função, nossas escolhas passam a não ser só nossas. Passam a fazer parte desse cenário todo e podemos nem imaginar que fim elas terão, no que se transformarão na história das pessoas...
Isso me assuta um pouco. Ter "compartilhado" meus valores, desejos, escolhas e porque não também meus medos, receios...
A responsabilidade disso me traz algumas "torcidas":
- Que as pessoas 'gravem' o que é bom
- Que entendam que a intenção positiva é o início de cada palavra, ação, gesto
- Que levem prá vida que o mais importante é fazer o bem
- Que misturem um pouco de cada coisa, no seu baú, e sejam felizes
Que minha atual equipe e demais pessoas que convivem com meus furacões vejam em meus olhos como eu as amo e o quanto são parte do que sou hoje. E do que serei amanhã.
Aos amigos, hoje e sempre, obrigada por sempre me inspirarem a escrever sobre isso.
“As ideias tem ideias próprias... Forçadas a marchar numa direção única, elas se rebelam.” Rubem Alves
terça-feira, junho 29, 2010
sexta-feira, junho 18, 2010
Música de Sidney Miller
Acho essa música - posto abaixo - uma delícia de ouvir e dançar. E de tanto escutar, ela me remeteu a uma coisa que tenho pensando bastante nos últimos tempos: nossas escolhas.
O mundo nos coloca sempre as opções, o banquete que nos servimos de acordo com nossas motivações, desejos, inseguranças...enfim. Há motivos bacanas e menos bacanas para escolhermos isso ou aquilo, não é mesmo?
Usar ou não usar, ir ou não ir, mudar de emprego ou não mudar, trocar de namorado/marido/esposa ou não trocar, ir para o Sul ou para o Norte, fazer um curso ou não fazer, ser feliz ou não ser...
A música - e quem puder ouvir, ouça! - coloca de um jeito "moleque" a leveza que acredito eu devemos levar para momentos de decisão.
"Eu te ofereço isso. Você quer?" Ai..isso é um problema seu...
É isso aí (Isso é Problema Dela)
Preparei uma roda de samba só pra ela
Mas se ela não sambar
Isso é problema dela
Entreguei um palpite seguro só pra ela
Mas se ela não jogar
Isso é problema dela
Esse problema é só dela
Tô cansado de andar por aí
Curtindo o que não é
Preocupado em pintar na jogada que dá pé
Só que tem que eu tô numa tão certa
Que ninguém me diz
Quem eu sou, o que devo fazer
E o que eu não fiz
Separei um pedaço de bolo só pra ela
Mas se ela não provar
Isso é problema dela
Inventei na semana um domingo só pra ela
Se ela for trabalhar
Isso é problema dela
Esse problema é dela
Comprei roupa, sandália e sapato só pra ela
Mas se ela não usar isso é problema dela
Aluguei uma roda-gigante só pra ela
Mas se ela não rodar
Isso é problema dela
;-)
O mundo nos coloca sempre as opções, o banquete que nos servimos de acordo com nossas motivações, desejos, inseguranças...enfim. Há motivos bacanas e menos bacanas para escolhermos isso ou aquilo, não é mesmo?
Usar ou não usar, ir ou não ir, mudar de emprego ou não mudar, trocar de namorado/marido/esposa ou não trocar, ir para o Sul ou para o Norte, fazer um curso ou não fazer, ser feliz ou não ser...
A música - e quem puder ouvir, ouça! - coloca de um jeito "moleque" a leveza que acredito eu devemos levar para momentos de decisão.
"Eu te ofereço isso. Você quer?" Ai..isso é um problema seu...
É isso aí (Isso é Problema Dela)
Preparei uma roda de samba só pra ela
Mas se ela não sambar
Isso é problema dela
Entreguei um palpite seguro só pra ela
Mas se ela não jogar
Isso é problema dela
Esse problema é só dela
Tô cansado de andar por aí
Curtindo o que não é
Preocupado em pintar na jogada que dá pé
Só que tem que eu tô numa tão certa
Que ninguém me diz
Quem eu sou, o que devo fazer
E o que eu não fiz
Separei um pedaço de bolo só pra ela
Mas se ela não provar
Isso é problema dela
Inventei na semana um domingo só pra ela
Se ela for trabalhar
Isso é problema dela
Esse problema é dela
Comprei roupa, sandália e sapato só pra ela
Mas se ela não usar isso é problema dela
Aluguei uma roda-gigante só pra ela
Mas se ela não rodar
Isso é problema dela
;-)
domingo, junho 06, 2010
Um sonho de outra postagem
Lembrei que tive um sonho no ano passado, onde um mestre me falava "Pula, Tatiana. Pula!"
A postagem chama-se Rio São Francisco, local onde esse mestre me falava com tanto carinho e segurança para que eu pulasse ali, naquele rio, e fosse segundo seu curso.
Me lembrei, talvez nesse momento, por cada vez mais acreditar que pulei de verdade na época e que estou seguindo seu curso, ora mergulhada nas águas, ora tomando fôlego, mas sempre com mãos amigas me guiando.
E o olhar...o olhar da certeza, da paz, da confiança.
A postagem chama-se Rio São Francisco, local onde esse mestre me falava com tanto carinho e segurança para que eu pulasse ali, naquele rio, e fosse segundo seu curso.
Me lembrei, talvez nesse momento, por cada vez mais acreditar que pulei de verdade na época e que estou seguindo seu curso, ora mergulhada nas águas, ora tomando fôlego, mas sempre com mãos amigas me guiando.
E o olhar...o olhar da certeza, da paz, da confiança.
Desejo, profundamente, que...
Que sejamos sempre gratos com aqueles que nos apoiaram e com os que duvidaram de nós: ambos, de alguma forma, possuem seu valor para o que somos hoje.
Que sejamos humildes e que nossas qualidades sejam voltadas ao bem do mundo e não apenas de si mesmo.
Que a vaidade apareça na hora decolocar um batom na boca, uma gravata bonita, uma roupa diferente. E só. Aparecer fora desse contexto pode atrapalhar e embaralhar nossa visão.
Que sejamos justos conosco mesmos e com os outros também. Que cada um entregue o melhor de si e busque o melhor do outro, sabendo que é somando que se faz a diferença.
Que saibamos estender a mão para aqueles que necessitam de ajuda. De qualquer tipo de ajuda e que façamos isso com o coração aberto, oferencendo a única coisa que me parece possível oferecer: quem somos.
Que tenhamos discernimento - como brilhantemente escreveu um querido amigo esses dias - para nos guiar pela caminhada.
Que busquemos o bem, acima de tudo e para todos, em cada palavra, em cada ato, em cada pedido, em cada realização.
Que, na dúvida, fechemos nossos olhos, respiremos fundo e nos conectemos com aquilo que é Maior do que nós. Lá está - na minha opinião - a resposta de pra onde, como e porque...
Que sejamos humildes e que nossas qualidades sejam voltadas ao bem do mundo e não apenas de si mesmo.
Que a vaidade apareça na hora decolocar um batom na boca, uma gravata bonita, uma roupa diferente. E só. Aparecer fora desse contexto pode atrapalhar e embaralhar nossa visão.
Que sejamos justos conosco mesmos e com os outros também. Que cada um entregue o melhor de si e busque o melhor do outro, sabendo que é somando que se faz a diferença.
Que saibamos estender a mão para aqueles que necessitam de ajuda. De qualquer tipo de ajuda e que façamos isso com o coração aberto, oferencendo a única coisa que me parece possível oferecer: quem somos.
Que tenhamos discernimento - como brilhantemente escreveu um querido amigo esses dias - para nos guiar pela caminhada.
Que busquemos o bem, acima de tudo e para todos, em cada palavra, em cada ato, em cada pedido, em cada realização.
Que, na dúvida, fechemos nossos olhos, respiremos fundo e nos conectemos com aquilo que é Maior do que nós. Lá está - na minha opinião - a resposta de pra onde, como e porque...
quarta-feira, junho 02, 2010
O Grito - Martha Medeiros
Não sei o que está acontecendo comigo, diz a paciente para o psiquiatra.
Ela sabe.
Não sei se gosto mesmo da minha namorada, diz um amigo para outro.
Ele sabe.
Não sei se quero continuar com a vida que tenho, pensamos em silêncio.
Sabemos, sim.
Sabemos tudo o que sentimos porque algo dentro de nós grita. Tentamos abafar esse grito com conversas tolas, elucubrações, esoterismo, leituras dinâmicas, namoros virtuais, mas não importa o método que iremos utilizar para procurar uma verdade que se encaixe em nossos planos: será infrutífero. A verdade já está dentro, a verdade se impõe, fala mais alto que nós, ela grita.
Sabemos se amamos ou não alguém, mesmo que esteja escrito que é um amor que não serve, que nos rejeita, um amor que não vai resultar em nada. Costumamos desviar esse amor para outro amor, um amor aceitável, fácil, sereno. Podemos dar todas as provas ao mundo de que não amamos uma pessoa e amamos outra, mas sabemos, lá dentro, quem é que está no controle.
A verdade grita. Provoca febre, salta aos olhos, desenvolve úlceras. Nosso corpo é a casa da verdade, lá de dentro vêm todas as informações que passarão por uma triagem particular: algumas verdades a gente deixa sair, outras a gente aprisiona e finge esquecer. Mas há uma verdade única : ninguém tem dúvida sobre si mesmo.
Podemos passar anos nos dedicando a um emprego sabendo que ele não nos trará recompensa emocional. Podemos conviver com uma pessoa mesmo sabendo que ela não merece confiança. Fazemos essas escolhas por serem as mais sensatas ou práticas, mas nem sempre elas estão de acordo com os gritos de dentro, aquelas vozes que dizem: vá por este caminho, se preferir, mas você nasceu para o caminho oposto. Até mesmo a felicidade, tão propagada, pode ser uma opção contrária ao que intimamente desejamos. Você cumpre o ritual todinho, faz tudo como o esperado, e é feliz, puxa, como é feliz.
E o grito lá dentro: mas você não queria ser feliz, queria viver!
Eu não sei se teria coragem de jogar tudo para o alto.
Sabe.
Eu não sei por que sou assim.
Sabe.
Ela sabe.
Não sei se gosto mesmo da minha namorada, diz um amigo para outro.
Ele sabe.
Não sei se quero continuar com a vida que tenho, pensamos em silêncio.
Sabemos, sim.
Sabemos tudo o que sentimos porque algo dentro de nós grita. Tentamos abafar esse grito com conversas tolas, elucubrações, esoterismo, leituras dinâmicas, namoros virtuais, mas não importa o método que iremos utilizar para procurar uma verdade que se encaixe em nossos planos: será infrutífero. A verdade já está dentro, a verdade se impõe, fala mais alto que nós, ela grita.
Sabemos se amamos ou não alguém, mesmo que esteja escrito que é um amor que não serve, que nos rejeita, um amor que não vai resultar em nada. Costumamos desviar esse amor para outro amor, um amor aceitável, fácil, sereno. Podemos dar todas as provas ao mundo de que não amamos uma pessoa e amamos outra, mas sabemos, lá dentro, quem é que está no controle.
A verdade grita. Provoca febre, salta aos olhos, desenvolve úlceras. Nosso corpo é a casa da verdade, lá de dentro vêm todas as informações que passarão por uma triagem particular: algumas verdades a gente deixa sair, outras a gente aprisiona e finge esquecer. Mas há uma verdade única : ninguém tem dúvida sobre si mesmo.
Podemos passar anos nos dedicando a um emprego sabendo que ele não nos trará recompensa emocional. Podemos conviver com uma pessoa mesmo sabendo que ela não merece confiança. Fazemos essas escolhas por serem as mais sensatas ou práticas, mas nem sempre elas estão de acordo com os gritos de dentro, aquelas vozes que dizem: vá por este caminho, se preferir, mas você nasceu para o caminho oposto. Até mesmo a felicidade, tão propagada, pode ser uma opção contrária ao que intimamente desejamos. Você cumpre o ritual todinho, faz tudo como o esperado, e é feliz, puxa, como é feliz.
E o grito lá dentro: mas você não queria ser feliz, queria viver!
Eu não sei se teria coragem de jogar tudo para o alto.
Sabe.
Eu não sei por que sou assim.
Sabe.
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