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sexta-feira, maio 27, 2011

O Essencial

Liberdade consiste em encontrar, respeitar e preservar aquilo que há de essência em nós.

A busca por ela não é simples e nem para covardes: é para sempre e só para dignos e corajosos.

Exige desapego, autoconfiança e amor próprio, além de oferecer algo que tantos humanos passam as encarnações buscando: o Essencial.

Essencial, sim, em letra maiúscula, pois é nome próprio de algo Divino. Talvez seu núcleo que, guardadas as devidas proporções, também é o nosso.

O reconhecemos nos sentimentos de fé, confiança ou algo que o valha. Mas não falo naquela fezinha, confiançazinha ou alguma coisinha. Esse núcleo é ÃO. Aliás, a vida é para quem é ÃO. Mesmo que Deus ou Divino prá você signifique você mesmo e nada mais.

É viver, é largar, é fechar os olhos e...ir. Quantas vezes declaramos a tal da fé, balbuciamos ou cantamos nossa crença em Deus (seja Ele o que ou quem for prá você) e na hora de sentar no carrinho e se largar ali nós recuamos? Perguntas como: "Ah, mas o que vão pensar?; Tenho posição e uma situação confortável... deixar tudo para trás?; Essa relação é importante prá mim e me escraviza: e agora? Muita gente depende de mim, como deixar isso prá lá?", permeiam o ato de fraqueza próprio do ser humano que ainda não se sente bem dentro do corpo e mente que habita. Não estou aqui dizendo para ser logo um irresponsável e chutar os paus de todas as barracas. Digo apenas que há outras opções. Sempre.

E quando esse sujeito é vencido pela fraqueza, ele perde. Perde muito, pois há universos infindáveis de capacidades para que ele experimente e faça uso para viver.

Essencial é Uma Coisa. E mesmo que não saibamos dar nome a ela, mesmo que não possa ser representado por um objeto (um trabalho, uma relação etc) é isso aí, inominável, que - sendo não reconhecido - causa frustração e nos deixa sempre num caminho do 'mais ou menos' e faz cair nossos ombros e cabeça para baixo.

Reconheça e liberte-se dos seus medos e inseguranças. Muitos param já na primeira etapa...

E você?

quinta-feira, maio 05, 2011

Reencontrando o Mestre

A conspiração do Universo é a coisa mais bela de observar, sentir, constatar.

No momento em que me faço profundas perguntas sobre 'prá onde' e, principalmente, 'por que' me deparo com um reencontro: falas, passagens, e-mails, dedicatórias de um antigo, amado e grande Mestre.

Reencontrando essas coisas todas, algo me arranca um sorriso fácil dos lábios: eu me lembro de como fui formada.

Me lembro dos valores que me norteiam profissionalmente. Me lembro dos 'por ques' que este Mestre sempre me ensinou (e me ensinou no exemplo de ser e não na fala). Me lembro de como passei a amar ser profissional de desenvolvimento humano.

E, lembrando disso tudo, constato o porque havia esquecido algumas coisas...

Como foi bom recuperar assim, como um 'resumão', o que ele me ensinou e que até hoje (e sempre!) eu tento chegar apenas perto do que ele sempre foi:

Preservar acima de tudo a nossa ética, garantir o crescimento verdadeiro das pessoas, exercer sua atividade com base no que acredita, recursar-se a executar algo que não esteja a serviço do bem, questionar até o fim quando algo não 'lhe desce' direito, deixar claro os valores que lhe norteiam. Fazer o que acredita, da maneira como acredita, com o coração voltado ao bom e justo e sempre, sempre com base em conhecimento.

É... ensinar tudo isso sempre foi muito fácil a muitos. Viver - e trabalhar - verdadeiramente agindo assim, é para poucos. Muito poucos.

E me sinto honrada de ter sido criada como profissional por ele. E honrarei, cada dia mais, essa honra através do exercício digno de tudo que me foi transmitido...

Obrigada, Saint-Clair.

domingo, maio 01, 2011

Autocrítica

Se enxergar. Se entender. Usar os mLs de semancol. Olhar no espelho. Ser sincero com você mesmo.

Bonito tudo isso, não é verdade? Parece que só parece ser.

Aprendi que se algo me acontece - de bom ou de ruim - algum estímulo eu dei para isso. Seja ele consciente ou inconsciente. Ou seja, algum elemento eu dei para que a fusão química entre 'Tatiana + O Outro = XPTO' acontecesse.

E sempre me faço essa pergunta: "Qual foi/é o elemento?" Escrevi sobre os elementos na última postagem.

Apenas ando espantada com a falta de olhar interno de pessoas extremamente inteligentes, íntegras e competentes no que fazem. Pessoas que possuem muitos recursos (psíquicos e intelectuais).

Essas pessoas, em minha humilde opinião, até olham para si, mas parece que procuram enxergar as coisas da maneira como lhes convém.

Outro dia ouvi a Glória Pires dizendo que seu pior defeito é a maledicência e que é um esforço diário mantê-lo submetido. Quantas vezes você admitiu para você mesmo uma coisa tão 'feia' assim? Ela foi, naquele momento, um grande exemplo da saudável autocrítica, aquela em que eu acredito.

Aí, eu destaco dois tipos de autocrítica:

Autocrítica vaidosa é aquela que está a serviço de, mesmo inconscientemente, justificar porque fazemos da maneira que fazemos ou não fazemos algo.

Autocrítica real é aquela que mostra, sem muita piedade, qual é a 'tralha subjetiva' da qual precisa se livrar para ser uma pessoa melhor. E é essa aí que exige esforço, disciplina e ajuda, pois é dolorosa e, ao mesmo tempo, extremamente aliviante. Ela é paradoxal.

E por ser paradoxal, a autocrítica real não é para os fortes de papo e fracos de mente. É para os dedicados, justos, fortes e corajosos.

É para aqueles que querem de fato entender - ou mudar as perguntas: "porque tudo se vira contra você, porque ninguém te entende, porque ninguém te reconhece e porque você vive estressado e jogando tóxico pesado no seu corpo e mente."

E aí? A quantos mLs andam seu semancol?