Há momentos na caminhada que exigem muito de nós. Exige paciência com pressa, firmeza com doçura, oração com esperança...
Há momentos na caminhada que oferecem muito a nós: conhecimento com sabedoria, amizade com devoção, encontros com iluminação...
Há momentos na caminhada que cansam caminhar: o fluxo entre "exigência na entrega" e "recebimento na volta" é tão frenético que mal conseguimos processar o que concluimos, afinal, de um dia de vida, por exemplo.
Nessas horas, contamos com nossos amigos (tenham eles o vinculo que tiverem conosco: pai, mãe, marido, irmãos, amigos etc) e com nossa fé. São nessas horas que definimos quem somos, ou melhor, o que desejamos ser.
E SER alguma coisa é uma tarefa diária de abnegação: abrimos mão de tanta coisa para ser quem somos... Abrimos mão da compreensão, da companhia de tanta gente, da tranquilidade que traz a benção da ignorância.
Ah, sim...os ignorantes sobre si mesmo e sobre o mundo PARECEM mais felizes do que aqueles que possuem a certeza de quem é e de qual é o seu caminho.
Me parece que só parecem mesmo: que graça tem passar por aqui sem viver, na carne, o perigo, a dor e a inegualável alegria de ver, materializado, aquilo em que acredita?
Apesar de ser difícil aguentar as panelas que caem sobre a cabeça (parafraseando um grande homem), a ignorância sobre si mesmo é opcional (parafraseando um grande amigo) e até covarde: prefiro os galos na testa do que a sentença de que nada fiz de interessante por aqui. Eu não viveria em paz na "eternidade" se olhasse para minha obra e visse um negócio raso, sem dor e sem cor.
Bom, entre "valer a pena" ser quem se é e "aguentar firme até o fim" tem uma distância grande.
É um momento difícil esse. Às vezes, dá vontade de preparar uma emboscada para si mesmo, dizer que é mentira e negar tudo. Mas...não...não dá!! E a atitude nesse ponto é como andar em 11 metros de brasa e não queimar o pé: insana e divina.
“As ideias tem ideias próprias... Forçadas a marchar numa direção única, elas se rebelam.” Rubem Alves
segunda-feira, agosto 30, 2010
quarta-feira, agosto 18, 2010
Uma Pequena Oração
Deus, sempre vivo com um foco muito grande naquilo que acredito: meu combinado com Você antes de vir parar aqui, na Terra.
E nesse combinado, me lembro e o tenho claro na mente, que é cuidar para que o bem sempre seja feito, que a justiça sempre praticada e o crescimento da raça humana garantida.
Fico confusa, às vezes, Deus, pois são tantas as "linhas" que falam de Você e elas - nem todas, mas a maioria - brigam entre si... Que cabimento tem isso?!
Se Tudo é Você, se a Força Criadora é a mesma e a raça humana é uma espécie que pre-ci-sa evoluir, expandir suas potencilidades e alcançar outros níveis de sabedoria sobre si e sobre Ti, o que faz as religiões se separarem ao invés de se juntarem? Prá que tanta confusão?
Só peço ontem, hoje e sempre, que eu exerça cada vez mais o discernimento, sabedoria e justiça.
Preso pela liberdade que me confere mente aberta para ver de tudo e enxergar o que de bom e Divino existe em cada coisa, palavra, gesto, teoria...
Peço que sempre Segure minha mão e sussure para onde devo caminhar...
Amém.
E nesse combinado, me lembro e o tenho claro na mente, que é cuidar para que o bem sempre seja feito, que a justiça sempre praticada e o crescimento da raça humana garantida.
Fico confusa, às vezes, Deus, pois são tantas as "linhas" que falam de Você e elas - nem todas, mas a maioria - brigam entre si... Que cabimento tem isso?!
Se Tudo é Você, se a Força Criadora é a mesma e a raça humana é uma espécie que pre-ci-sa evoluir, expandir suas potencilidades e alcançar outros níveis de sabedoria sobre si e sobre Ti, o que faz as religiões se separarem ao invés de se juntarem? Prá que tanta confusão?
Só peço ontem, hoje e sempre, que eu exerça cada vez mais o discernimento, sabedoria e justiça.
Preso pela liberdade que me confere mente aberta para ver de tudo e enxergar o que de bom e Divino existe em cada coisa, palavra, gesto, teoria...
Peço que sempre Segure minha mão e sussure para onde devo caminhar...
Amém.
domingo, agosto 08, 2010
Doce insignificância
Assisti a um filme bem bacana esse final de semana e nele escutei uma frase que me tocou bastante: "O que quer que você faça na vida, será insignificante. Mas é muito importante que o faça, pois se não o fizer, ninguém mais o fará". Segundo a fala do ator no filme, é de Gandhi essa frase.
É na insignificância, é na xícara vazia (como me ensinou um grande amigo), é no andar de preto no escuro (como me ensinou um consultor), é no suportar a angústia de não poder decidir o melhor caminho, pois este é o melhor apenas na minha forma de pensar que gosto de estar, que vejo graça no que faço na vida.
É como se eu estivesse na platéia de um teatro vendo os movimentos, as luzes, as esquecidas de fala, os acertos, o tom certo, o tom errado e, diante disso tudo, saber que em cada um existe um potencial enorme de aprendizado, de processamento de novas coisas, de angústia que faz crescer.
Tenho visto nos últimos tempos coisas lindas em cima do palco e coisas feias também. Umas me alegram demais, outras me entristecem demais.
Diante de toda minha insignificância, diante do pouquinho todo que posso oferecer, fico ali sentada na poltrona, com as mãos entrelaçadas e apertadas fortemente, olhos fixos no palco torcendo, mas torcendo muito para que os que estão lá em cima acerte o tom.
E eu vibro. A cada fala, a cada pequenino movimento, ao ver a alegria vinda muitas vezes de uma angústia, outras tantas de certezas. Eu vibro demais.
E me vejo sempre ali, sentada torcendo, dando meus palpites, tendo meus "pitis", ficando fula da vida. Mas torcendo. Muito e sempre.
É na insignificância, é na xícara vazia (como me ensinou um grande amigo), é no andar de preto no escuro (como me ensinou um consultor), é no suportar a angústia de não poder decidir o melhor caminho, pois este é o melhor apenas na minha forma de pensar que gosto de estar, que vejo graça no que faço na vida.
É como se eu estivesse na platéia de um teatro vendo os movimentos, as luzes, as esquecidas de fala, os acertos, o tom certo, o tom errado e, diante disso tudo, saber que em cada um existe um potencial enorme de aprendizado, de processamento de novas coisas, de angústia que faz crescer.
Tenho visto nos últimos tempos coisas lindas em cima do palco e coisas feias também. Umas me alegram demais, outras me entristecem demais.
Diante de toda minha insignificância, diante do pouquinho todo que posso oferecer, fico ali sentada na poltrona, com as mãos entrelaçadas e apertadas fortemente, olhos fixos no palco torcendo, mas torcendo muito para que os que estão lá em cima acerte o tom.
E eu vibro. A cada fala, a cada pequenino movimento, ao ver a alegria vinda muitas vezes de uma angústia, outras tantas de certezas. Eu vibro demais.
E me vejo sempre ali, sentada torcendo, dando meus palpites, tendo meus "pitis", ficando fula da vida. Mas torcendo. Muito e sempre.
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