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domingo, agosto 08, 2010

Doce insignificância

Assisti a um filme bem bacana esse final de semana e nele escutei uma frase que me tocou bastante: "O que quer que você faça na vida, será insignificante. Mas é muito importante que o faça, pois se não o fizer, ninguém mais o fará". Segundo a fala do ator no filme, é de Gandhi essa frase.

É na insignificância, é na xícara vazia (como me ensinou um grande amigo), é no andar de preto no escuro (como me ensinou um consultor), é no suportar a angústia de não poder decidir o melhor caminho, pois este é o melhor apenas na minha forma de pensar que gosto de estar, que vejo graça no que faço na vida.

É como se eu estivesse na platéia de um teatro vendo os movimentos, as luzes, as esquecidas de fala, os acertos, o tom certo, o tom errado e, diante disso tudo, saber que em cada um existe um potencial enorme de aprendizado, de processamento de novas coisas, de angústia que faz crescer.

Tenho visto nos últimos tempos coisas lindas em cima do palco e coisas feias também. Umas me alegram demais, outras me entristecem demais.

Diante de toda minha insignificância, diante do pouquinho todo que posso oferecer, fico ali sentada na poltrona, com as mãos entrelaçadas e apertadas fortemente, olhos fixos no palco torcendo, mas torcendo muito para que os que estão lá em cima acerte o tom.

E eu vibro. A cada fala, a cada pequenino movimento, ao ver a alegria vinda muitas vezes de uma angústia, outras tantas de certezas. Eu vibro demais.

E me vejo sempre ali, sentada torcendo, dando meus palpites, tendo meus "pitis", ficando fula da vida. Mas torcendo. Muito e sempre.

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