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domingo, dezembro 19, 2010

O Ano da Transformação

Esse foi um ano especial e marcante em minha história. Foi o ano da visão e da transformação.

Foi um ano intenso, no qual não faltaram momentos de reviradas do baú, descobertas, redescobertas, possibilidades, decisões difíceis... Um ano de ações duras e necessárias que fizeram do meu caminho e do caminho daqueles que estão ao meu lado modificar.

2010 já começou prometendo ser profundamente transformador, quando me lembro da primeira coisa que pensei no âmbito profissional: “Eu preciso do coração das pessoas”, disse eu a um querido fornecedor.

E assim foi. Projetos pensados para tocar o coração das pessoas. Aliás, todos eles o foram esse ano. Todos. Sem exceção. E nesses corações, óbvio, estava o meu.

Foi o ano da minha grande “retomada com Deus”. Sempre acreditei Nele, no seu poder etc, mas 2010 foi o ano do reencontro, do estreitamento, das dúvidas sobre a melhor maneira de viver nessa Energia...

Ao estreitar, ao reencontrar de maneira diferente, vi, senti, me deixei experimentar, pedi. Recebi. Recebi demais pelas mãos de amigos, pelos olhos atentos da mãe, pela postura sábia e sempre sábia do marido, pelo zelo do pai, o que chamo de milagre: eu compreendi.

Compreendi que jamais posso duvidar da minha condição de filha Dele e que isso me faz importante na Obra. E, sendo isso, é preciso ser responsável e disciplinada com o conhecimento que me chega. Além disso, devo trabalhar para que tudo isso sirva para expandir aquilo que chamamos de Universo, começando pelo meu exemplo, que deve ser humilde e consistente.

2010 me trouxe novas pessoas. Pessoas que precisei conhecer, me apaixonar e depois compreender e amá-las. Pessoas que foram decisivas para que eu caminhasse por um caminho novo e necessário. Pessoas que se tornaram minhas amigas queridas. Pessoas a quem agradeço do fundo do coração.

Ele, 2010, me fez acreditar ainda mais no poder das amizades, aquelas que duram, duram, duram e, apesar da distância, dos aborrecimentos, das diferenças, essas são as que dão sentido em tudo.

São os verdadeiros e insistentes Iluminados que nem por um segundo largaram minha mão e acreditaram em mim, mesmo quando eu mesma fiquei impossibilitada de fazê-lo. São meus irmãos. Nesse grupo estão minha mãe e meu marido que são, simplesmente, os melhores. E a esses, todos esses, digo com minha alma que Amo Vocês.

O ano termina com meu coração repleto de consciência da missão, repleto de gratidão, da certeza de que cumpri mais uma parte importante da trajetória e de que isso é só o começo.

Daqui para frente dedicação, humildade, leveza, liberdade, alegria e amor serão os valores que mais exigirão exercício e esse exercício, eu sei, será bonito. Muito bonito.

Que 2011 seja tão provocador quanto de colheita. Para todos nós!

terça-feira, novembro 30, 2010

Sonhos bons

Nos meus melhores sonhos, as pessoas se entendem, compreendem os limites uns dos outros, ajudam-se mutuamente.

Neles, essas mesmas pessoas cuidam do planeta, não jogam lixo na rua, fazem reciclagem em suas casas, economizam água.

Possuem fé em Deus e acreditam que estão aqui movidos por uma Energia que permite isso e crêem que à Ela devemos respeito.

Nesses meus malucos sonhos, pessoas perdoam os erros das outras e podem continuar a amá-las apesar deles, pois descobrem que o coração vale mais do que o orgulho, a paz mais que a briga.

Pessoas estendem as mãos umas às outras num gesto de humanidade, pois sabem que um dia precisaram disso também. Elas falam o que precisam falar com respeito, pois também sabem que só a verdade é um bom e promissor caminho...

E elas até presam por falar, por dividir percepções, por checar informações, por não abandonar e julgar.

Pessoas querem o bem umas das outras mesmo que não "mereçam". Pessoas, nos meus sonhos, até pedem a Deus pelo próximo, com amor.

Pessoas usam seus recursos internos para olhar para si antes de qualquer movimento de olhar para o vizinho. Usam esses recursos para aprimorar-se, adquirir habilidades e, principalmente, oferecer ao mundo o melhor de si.

Pessoas se felicitam pela alegria dos outros, alegram-se pelas vitórias e se entristecem por ver um semelhante se perder em ciúmes, inveja e sentimentos de "menor escalão"...

Pessoas, assim tipo gente, doam energia para mais gente, pois sabem que o melhor a se dar é aquilo que se recebe. E todos recebem isso incessantemente...

Pessoas se amam. Pessoas se apóiam. Pessoas constroem. 'Pessoas são gente', feitos à semelhança de Deus.


Sonhos esses pelos quais trabalho mesmo estando fora da minha mesa do escritório porque, apesar de serem sonhos, eu acredito neles.

segunda-feira, novembro 22, 2010

Principalmente GRATIDÃO

Sabe, gente, tudo tem sua hora para acontecer mesmo.

Como nada está parado, como tudo tem seu fluxo e refluxo, como tudo é criado e alterado pela nossa mente, essa postagem tem o principal objetivo de agradecer.

Mas não só. Minha mente que voa não me permite algo tão objetivo...

Assim como a decepção é um dos piores sentimentos que já experimentei, imediatamente oposto a ele é a gratidão. Ah, tudo tem sua polaridade também...

E o caminhar entre uma extremidade e outra nunca é fácil. Como já escrevi na postagem anterior a esta, os ciclos da vida são simples em sua composição, digamos, "matemática", mas complexos na maneira de sentir cada etapa.

E, quer saber: a gente tem mesmo é que se entregar as dores e sabores que eles proporcionam. É certo que é preciso ter consciência de que "isso passa" e manter, em algum lugar, a visão na paz de espírito.

Tem duas responsabilidades nesse processo de saída da descida e ida à subida: a nossa (a principal) e a de Deus/Universo/Criador/Mente Infinita...

Uma vez, um homem chamado José Orlando contou uma história que dizia sobre o 'largar' de uma coisa que ele queria muito. E quando ele largou, o coisa veio.

Eu larguei nos últimos dias algo que queria muito. Larguei de joelhos no chão, pedindo a Deus que tomasse conta e me ajudasse a ter paz. Ou seja, mudei a vibração da coisa toda...

Essa foi minha parte e a parte de Deus na 'subida'.

Mas, também existe uma terceira parte que me emociona de lembrar: a dos meus amigos. Eles são tão insistentes, tão chatos, tão 'encarnados' que, entre acolher meu discurso doído e me mandar a um lugar feio para ver se eu me mancava, eles mostraram - e sempre mostram - o imenso amor que há na nossa relação.

São nos silêncios da escuta atenta, no olhar de compreensão, nos gritos para despertar, no oferecer da ajuda qualquer que seja ela, nas músicas altas, nas risadas...gargalhadas.. São nessas coisas que eles me fazem, de novo, ir ao chão com o joelho e, dessa vez não pedir, mas agradecer.

Agradecer pela paciência, pelo amor incondicional, pelo perdão aos meus inúmeros defeitos, pelas reflexões, pelas puxadas de orelha. Agradecer por serem quem são e por, dia após dia, escolherem estar comigo, independente se eu deixo ou não.

Afinal, amigo que é amigo é chato, 'encarnado' e grudento, principalmente 'em casos de incêndio'. Eles são tudo isso sem que eu chame, sem que eu peça. Eles, simplesmente, são. Por amor, eles são.

E estes me ensinaram isso aí que acabei de escrever, pois eu, nesses últimos tempos, abandonei e não percebi que deveria ser encarnada, chata e insistente. E a estes amigos, eu peço perdão. De todo coração, eu peço..

Enfim, motivos para agradecer não faltam:

A Sempre Deus, à minha sábia mãe, ao meu silencioso pai, ao meu 'inominável' marido, à minha companheira mais fiel Érica, ao carinho mais intenso Dudu, à sempre "junto" Luanna, a sempre atenta Fabiana, a iluminada Jô. Vocês me ensinaram demais. No passado, no presente e assim será no futuro.

domingo, novembro 14, 2010

Sobre os ciclos da vida

Nossa vida é feita de ciclos. E bem no período de transição entre um e outro, me parece comuns alguns aspectos.

Como atravesso um período desses, compartilho aqui percepções que considero relevantes:

É possível que nos sintamos confusos e perdidos. Afinal, mudança é mudança e sempre será uma zona de desconforto para qualquer um de nós. Relevante aqui é aceitar esses momentos com sabedoria e paciência.

É possível que tenhamos dúvidas sobre se o caminho escolhido é o melhor mesmo. E se há algo que pode apontar alguma coisa com relação a isso, esse algo chama-se intuição. E para ouví-la, o silêncio solitário é a melhor opção. Medite, relaxe, pense em nada. Não há nenhuma resposta vinda do 'exterior' que possa ser melhor e mais garantida do que a que vem desse exercício.

É possível que seja necessário - e desculpem se isso parecer forte -deixar pessoas para trás. Afinal, nessas mudanças normalmente estão uma revisão interna de valores, desejos, vontades. Pode ser que pessoas do seu convívio não entendam e você nem queira mais estar tão perto delas por conta disso. É algo até natural. Apenas um cuidado nesse ponto: não confundirmos as pessoas que discordam de nós e, mesmo assim, verdadeiramente estão ao nosso lado e aquelas que, efetivamente, são para serem deixadas para trás.

É possível que períodos de silêncio se alternem com períodos de 'falação' ou, como me ensinaram antigos professores, 'verborragia'. Respeitemos cada um deles. No silêncio as coisas estão em observação mais profunda dentro de nós e também no mundo externo e na 'falação' é onde externalizamos aquilo que foi observado e até mesmo aprendido. Outro cuidado difícil aqui: não silencie na hora de falar e não fale na hora de silenciar.


O importante nesses períodos de mudança de ciclo na vida, é termos poucas certezas. E uma delas é qual é a sua missão de vida. O que, afinal, você veio fazer por aqui? Qual é sua maior contribuição? Como ouvi hoje no filme Tropa de Elite 2: "Minha missão está acima das minhas questões pessoais."

É aprimorarmos a percepção sobre nós mesmos e sobre as pessoas que escolhemos para estar conosco. Nosso ciclo de relacionamentos, de amizades, de parcerias (de vida, de trabalho etc) é onde tudo acontece e este pode nos elevar ou não... Por isso, o treino dessa percepção é fundamental para uma boa 'passagem'.

É claro que a percepção passa sempre pelo crivo daquilo em que acreditamos e sentimos e isso, por alguma razão 'humana', pode estar distorcido. Por isso, nos projetarmos para fora das 'cenas' vividas é saudável e até mesmo recomendável. Demoremo-nos nesse exercício, mas não mais do que o necessário.

E o importante do importante: esteja voltado sempre para o bem e para o justo, já diria Olga Prestes.

Isso pode nos custar bem caro, mas também me parece a única forma de valer a pena...

sexta-feira, novembro 05, 2010

Causa e Efeito

Causa e Efeito. Segundo os princípios herméticos "Toda a Causa tem seu efeito, todo Efeito tem sua Causa; tudo acontece de acordo com a Lei; o acaso é simplesmente um nome dado a uma Lei não reconhecida..." Esse princípio é da data do século III a.C.

Observo a mim e aos que me são próximos como, impressionantemente, temos dificuldade de compreender o que é causa e o que efeito.

É mais ou menos assim: eu escorrego numa casca de banana na segunda-feira. Efeito - escorregar. Causa - casca de banana. Tropeço no degrau da calçada na terça-feira. Efeito - tropeçar. Causa - degrau.

Ora, serão mesmo a casca de banana e o degrau as causas dessas cenas ou eles fazem parte de um grupo também de efeitos? Será que a desatenção não seria a causa verdadeira de uma coisa e outra?

É comum estarmos envolvidos com tantos e tantos efeitos que geram uma única causa dentro de nossa mente que se passarmos com 'pressa' e analisarmos rápido demais os fatos, podemos ter a falsa sensação de que entendemos a causa quando na verdade só ficamos lá, dando volta nos milhares de efeitos que foram gerados.

Isso é congruente com a estrutura do conceito de sintoma na teoria psicanalítica: tratar mal o parceiro de trabalho, descuidar da aparência e gastar demais podem ser três coisas diferentes para o nível da consciência, mas para o inconsciente são só as diversas notas possíveis de um mesmo grito.

Por isso um processo de análise demora tanto: até 'eliminar' ou, ao menos, dar uma diminuída em tantos sintomas para se começar a falar do que causa tudo aquilo, é um longo e tenebroso caminho...

Atenção aqui, só, não basta. É preciso coragem, muita coragem para abandonar definitivamente o que talvez sejam as grandes motivações da vida. Sim, porque os sintomas ou os efeitos são deliciosos mesmo que nos façam 'mal'. Eles são reguladores/defensores da consciência para uma dor insuportável que vive livremente na insconsciência. Ou seja, se fossem personagens, a fala desses reguladores seria aproximadamente assim: "É melhor o degrau do que a desatenção. Essa segunda aí vai desmoronar mais coisas do que a primeira".

Saber de toda essa 'parafernália' teórica não isenta especialistas a sofrerem exatamente essas cenas na vida. Aliás, geralmente, estes são alvos de 'referência' de como viver 'direito' e essa idéia é um grande equívoco.

Em minha opinião, os especialistas precisam, sim, ter um nível de atenção e coragem maiores do que os leigos para quando escorregadas e cascas de bananas aparecerem no caminho, ao menos, saberem identificar e 'pegar o caminho' mais respeitoso para tratar disso. E só isso.

Mas...'caminho respeitoso'? Para mim, significa demorar mais para concluir e, para chegar nisso, trocar idéias (que podem ser desde sessões analíticas até papo entre amigos).

Como diria minha ex-analista (se é que ex-analista existe): não importa o que, não importa de que forma: apenas fale.

quinta-feira, novembro 04, 2010

Paca, Pouco ou Picas?

Uma querida amiga minha pediu para que eu escrevesse algo sobre coerência.

Isso me fez pensar no quanto é árduo o exercício de falarmos e fazermos a mesma coisa. Como um grande amigo meu escreveu em um de seus textos atrás, somos seres complexos: fantasias, crenças, desejos... e tudo num samba só...

É difícil pegarmos o 'fio da meada' de nós mesmos. Principalmente em tempos de mudança, com tantas informações, tantos caminhos possíveis.

E como garantir que sejamos coerentes, ou - como me ensinou o amigo dos textos que citei acima - CONGRUENTES?

Algumas hipóteses que me ocorrem:

1) Assuma seus erros. Ninguém está livre de cometê-los e é muito saudável que o façamos. Por onde é que crescemos senão por aí? E, por vezes, podemos nem perceber. Daí a importância de ter gente de confiança que nos ofereça um espelho. E no momento em que enxergamos, me parece crucial que levantemos as mãos e digamos: "Sorry";

2) Analise os "dois lados da moeda". Como tenho aprendido, existe um antigo princípio que chama-se Polaridade. Tudo tem ao menos duas formas de serem lidas e interpretadas. Atentarmo-nos para isso ANTES de agir exige esforço, pois na pressa de resolver, podemos olhar de maneira rasa para coisas complexas...;

3) Cumpra o combinado. Se falou que vai às 9h, vá às 9h. Se comprometeu-se com uma entrega, entregue da maneira como prometeu. Se não vai, desmarque. Se não quer dever nada a ninguém, não envolva ninguém com compromissos. Todos temos o direito de mudar de opinião ou reconsiderar: se precisar fazer isso, faça-o com argumentos e antecipadamente;

4) Tenha dúvidas. Esse meu amigo querido que já citei duas vezes aqui também já escreveu "Não duvide nem acredite em tudo que te disserem". Convicções são parâmetros para que tenhamos nosso código de conduta e questioná-las quando a vida/pessoas apresentam novos fatos é tão saudável quanto tomar 2 litros de água por dia;

5) Coloque-se no lugar do outro. Aprendi uma coisa muito importante com uma turma muito competente "Empatia é colocar-se no lugar do outro com a visão de mundo desse outro". Sair da nossa zona de conforto, lá onde ficam as crenças, fantasias etc e entender a lógica daquele que convive com você é uma das poucas formas que temos de, efetivamente, ajudar. Se se dispõe a isso, faça-o com seriedade.


É difícil, né? Eu acho... Mas se não mantivermos o botão da atenção ligado, não há como perceber-se. E veja que todos os 5 itens que ousei colocar como hipóteses tratam disso: OLHAR PARA SI.

Não vá achando que concluir que você é ótimo, que é super evoluido, que tem vários recursos maravilhosos te dá Procuração de Deus. Aliás, só para ser Filho Dele exige uma busca que não cessa.

Pergunte a si mesmo com frequência: eu sou coerente? Paca, pouco ou picas?

terça-feira, outubro 26, 2010

Psicanálise, Filosofia e Espiritualidade

Os textos aqui publicados são produzidos a partir da minha experiência de vida. Ao longo dos meus jovens 29 anos, me autorizo a falar e refletir sobre o que vejo, sinto e penso sobre o mundo e o humano.

Minha habilitação para construir textos sobre os temas do título desse artigo não vem de técnicas, diplomas ou recomendações de "gente importante". Ela - a habilitação - vem da subjetividade explorada, redefinida e, de uma certa maneira, desaforada. Vem da contribuição que posso oferecer a você - que lê - para ser 'canetada' e, mesmo sabendo disso, sentir-me livre e não culpada. Afinal, sou mais dona do meu desejo hoje do que ontem.

A habilitação também vem das conversas sobre o mundo, de onde viemos, para onde vamos e, entre uma coisa e outra, o que fazemos com tanto espaço e tempo que normalmente tenho com gente que estuda mais do que eu. Vem da incessante vontade de conhecer para fazer algo diferente.

Vem também da fé que possuo nAquilo que está não acima de nós e sobre todas as coisas, mas dentro de cada um de nós e de todas as coisas. Aquilo que causa intuição, poder e coragem.

Bom, não sei se percebeu, mas já falei sobre os temas do título desse texto. Quando falo de "habilitação" falo daquilo que dá autoridade. O que seria isso senão a própria experiência?

Do que adianta você falar sobre as 10 formas de gerenciar uma equipe de alta performance se nunca teve alguém olhando para você como uma referência e sentiu medo com isso, além de nunca ter alcançado a dita da alta performance? Como oferecer esperança se não viveu a certeza de acreditar e acontecer aquilo em que se acreditou?

De onde vem nossas opiniões? A mim, no meu falho modelo mental, de um único lugar: da experiência. Atreva-se a experimentar para depois dizer se gosta ou não de coxinha de frango com queijo cheddar. Os pontos de vista dependem do que aconteceu com você e com o outro depois de comer a coxinha...

Me entristeço razoavelmente quando vejo posições tão de 'direita' ou de 'esquerda' com relação a esses três temas que tratam de dar alguma luz às principais e complexas questões do ser humano.

Ah... acho que posso entender... Parafraseando um psicanalista pelo qual tenho grande admiração, quem nunca experimentou se impede de opinar...

domingo, outubro 24, 2010

Intimidade

Ser íntimo, segundo uma das definições encontradas no dicionário da língua portuguesa, significa: que existe no ânimo, no coração; a parte mais interna.

Podemos nos sentir íntimos de lugares como nossa casa ou nosso ambiente de trabalho. De uma música, de um livro. De um animal de estimação que traz consigo uma pureza única. De uma situação específica. E, claro e principalmente, de pessoas.

Existem, ao meu ver, qualidades de pessoas que habitam nossa vida: as comuns - que normalmente sentimos respeito por ser um igual - as conhecidas - que temos um relacionamento cordial e trocamos informações variadas - as queridas - que comumente sentimos afeto, respeito e admiração pelo que são, pelas idéias e pelo caráter - as amigas - que sentimos uma conexão diferente, próxima, forte. Íntima.

Com cada tipo de gente e 'qualidade' destas desenvolvemos uma relação específica que traz seus benefícios e seus desafios. Não é fácil, hoje em dia, nem mesmo respeitar o outro seja por ser diferente na maneira de pensar, de agir ou por estarmos muito preocupados com nossos problemas julgando-os mais sérios que os das demais pessoas. Imagina só chamar alguém de amigo...

No trabalho a mesma coisa: quando estamos verdadeiramente envolvidos com aquilo, no auge do nosso compromisso de 'fazer', no 'ânimo' e no coração, existe algo que nos aproxima. E o que é?

Novamente ao meu ver, se trata da qualidade dos sentimentos e experiências que são trocadas com o ambiente e suas produções neste.

O que diferencia uma pessoa querida de um amigo? Um trabalho que traz satisfação de um emprego? O bichinho do vizinho e o seu de estimação?

Qual é a troca que nos faz sentir com os corações/emoções conectados? Qual a convivência (física e/ou emocional) necessária para saltarmos de uma coisa à outra? Qual é o nível de tranquilidade em se mostrar como é e das confidências?

Parafraseando um homem sábio, a diferença entre o remédio e o veneno é a dose.

A sabedoria para distinguir uma coisa da outra é possível nos faltar: confundirmos um bom projeto de trabalho com a missão de nossa vida. Uma pessoa muito querida com um grande amigo.

Tudo depende, ainda, da nossa expectativa entre aquilo que se deseja ter com as coisas/pessoas e aquilo que elas podem nos oferecer.

Nesse ponto da história, mais sabedoria é necessária: nós precisamos dar conta dos fantasmas e das dúvidas que fazem parte desse mesmo íntimo e não confundir alhos com bugalhos...

E você? Consegue olhar seu trabalho, seus amigos, seus conhecidos, enfim tudo que compõe sua vida hoje e distinguir o que é da intimidade e o que não é? O que é, consegue tratar como tal, demonstrar e o que não é, sabe cuidar com o respeito que merece?

É... um exercício longo e difícil, caro leitor. Mas muito necessário para conhecermo-nos e saber qual o papel de tudo isso em nossas vidas.

Necessário para que o vazio - inerente ao ser humano - não se torne maior do que deve ser.

domingo, outubro 17, 2010

Indeterminação

Li uma frase esses dias no facebook de uma antiga companhia que fez parte da minha vida e história por um longo período: "inventando experiências produtivas da indeterminação."

E, estando no facebook de quem estava, dá prá entender a complexidade dela. A mesma complexidade que me fez olhar para dentro durante esse tempo e rir e chorar diante do que era encontrado. Mas não é só de complexidade que meu percurso com essa pessoa foi feito. Havia muita simplicidade também assim como a frase, por mais que não pareça num primeiro momento.

Após escrevê-la, alguém perguntou a essa pessoa do que se tratava e aí tudo fico mais claro.

Inventar experiências produtivas da indeterminação é mais ou menos assim: gerar oportunidades para não ter certeza do que virá em seguida. Assim foi como li e pensei sobre a citação.

E isso é muito bacana e... simples. Pena que dá trabalho...

Num mundo em que nos é exigido momento após momento sabermos para onde irmos, o que desejar, o que rejeitar, o que falar, o que calar, me parece saudável nos largarmos e deixarmos a incerteza do minuto seguinte tomar conta de nós.

Em meio a decisões, a projetos, a relações, a crenças, o não-saber 'para onde' nem 'como' pode ser uma fenda, uma brecha que traz respiro e saúde.

Me lembrei também de uma frase que ouvi num treinamento, de um sábio homem, que dizia que 'quando paramos de querer, as coisas acontecem'.

Fato. Trabalhamos muito por algo, seja esse algo onde e o que for, e não aceitamos que aquilo - objetivo do desejo - não aconteça no prazo "congruente" ao nosso esforço para obtê-lo.

De novo, o 'largar de mão' - como diria minha avó - parece saudável e até necessário para que as coisas sigam seu curso natural.

Às vezes, depois de almejar, pensar, planejar, trabalhar, construir, dedicar, cuidar... é hora de deixar. Deixar para que a 'indeterminação do minuto seguinte' faça sua parte.

Enquanto isso, a gente descansa e respira.

quinta-feira, outubro 14, 2010

Video Game

Tive um sonho. Daquele jeito: tudo meio confuso, algumas coisas até engraçadas.

Nele, cenas aconteciam rapidamente, carregadas de significados para as experiências que tenho vivido acordada.

Eu era como aqueles avatares de jogos de video game: obstáculos, pula daqui, salta dali, abaixa, levanta, anda um passinho para frente, erra o botão do controle e volta um passinho para trás. Cores, pessoas conhecidas em cenas esquisitas.

Lá pela '3ª fase' - do sonho - me deparei com dois caminhos: ou subia uma montanhazinha ou ia por baixo. A montanha era íngreme, havia até uma trilha nela, mas era de uma certa maneira assustadora pelo tamanho. O caminho 'de baixo' era, aparentemente, mais tranquilo apesar de não haver nada que me guiasse por ele, como a trilha na montanha.

E os botões do controle voltaram a ficar doidos: ora o avatar estava para a direita, apontado à montanha, ora para a esquerda, apontando à linha reta, de baixo. E aí, as esquisitices das 'fases' anteriores, aquela gente toda, as cenas passaram a acontecer ao meu lado, como se fossem elementos para que, naquela altura do campeonato, o avatar fosse para o lado mais adequado. Perceba: não o certo ou errado, simplesmente o mais adequado.

De um lado, cenas que traziam as vontades, as certezas da caminhada, os novos valores e as novas crenças. Traziam a missão. De outro, gente ainda mais familiar, que carregava a história até aquele momento, as conquistas, as construções sólidas. Traziam o amor.

No sonho, pensei: "E agora?" Subir a montanha exigirá, certamente, mais trabalho, mais persistência, mais atenção, mais dedicação. Exigirá mais confiança nas pessoas que estão desse lado e no que encontrarei do outro lado dela.

Ir por baixo, é mais tranquilo, mais seguro e posso ver, não com tanta clareza, o que tem lá.

O avatarzinho, nesse momento, abaixou a cabeça, fechou seus olhos, respirou fundo e pediu ao Cara que tinha o controle nas mãos que fizesse brilhar aquilo que era melhor para aquele jogo.

Ele, o avatar, também lembrou diante desse 'pedido', novamente, de um sonho onde um amigo recente, mas intenso dele dizia para ele pular num rio. E ele se lembrou de que sentiu medo e de que não tinha absolutamente nenhuma certeza. Mas mesmo assim, nessa cena, o avatar pulou.

Num susto angustiado, levando a mão à garganta, numa respiração forte e até alta, eu acordei.

domingo, outubro 03, 2010

O valor do silêncio

Somos todos diferentes. Mesmo quando encontramos pessoas parecidas conosco na maneira de pensar, de agir e de lidar com o mundo e com a vida, somos diferentes uns dos outros.

E é na diferença que aprendo muito.

Uma das coisas que mais observo e aprendo ultimamente é o valor do silêncio. Nas minhas leituras atuais, em algumas relações de amizade, nossa... como é poderoso quando os sentimentos, por exemplo, passam através de um ato silencioso. É mais forte do que o ato declarado.

E é no silêncio que se contempla sentimentos como amor, fé, desapego, igualdade. Nele também podemos exercitar a intuição e o poder de ver além do que os nossos olhos físicos são capazes de nos informar.

O silêncio também traz tempo para observação. Já reparou como é rico quando apenas nos dispomos a observar, sem a pressa de emitir nossa opinião sobre algum fato, pessoa ou ambiente?

Na observação silenciosa podemos perceber as características das pessoas ou dos lugares onde vivemos e exercemos nossos papéis, podemos "sentir o clima", podemos enxergar detalhes e, muito fortemente, perceber os valores nossos e de quem convive conosco.

Sobre os valores, o silêncio oferece uma outra grandiosa possibilidade: a de convivermos, com o mínimo de harmonia, com aqueles valores que nada tem a ver com os nossos.

Sabe aqueles lugares onde você sabe que contraria tudo em que acredita, tudo que deseja para sua caminhada? Aqueles lugares onde se faz necessário estar num determinado período por força de alguma necessidade ou porque é ali que você precisa desenvolver novas habilidades, de repente aprender como lidar com as pessoas que pensam diferente de você, como citado no início desse texto?

Certamente, não é só de flores que nosso dia-a-dia é composto, e por muitas vezes precisamos compreender - e não é tarefa nada fácil - os motivos pelos quais estamos onde estamos, fazendo o que fazemos, com as pessoas que estamos.

Há um outro exercício importante aí, que o silêncio também ajuda a executar: garantir, para nós mesmos, nossos valores pessoais sem que o ambiente seja nocivo a eles ou que façam-os confusos. Quanto mais falamos, mais damos abertura e "colocamos à mesa" coisas sagradas (os próprios valores, a missão, as crenças que engrandecem e por aí vai).

Valorizar o que é bom para nós passa pelo ato de não agir muitas vezes, não é verdade?

Torço para que cada um de nós entendamos o complexo composto do dia-a-dia e que, no meio de tudo que nos acontece, sintamos a certeza de quem somos, lá no fundo, na alma, sabe? E que isso, ISSO sim, defina-nos. Não o contrário...

terça-feira, setembro 28, 2010

RESPONSABILIDADE COM O VOTO

Caros Leitores deste Blog,
leiam a reportagem no link abaixo. Além de se tratar do Estadão, é de uma sensatez e justiça que há muito não se via e que dá até um alívio ler...

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,editorial-o-mal-a-evitar,615255,0.htm


Se gostar, repasse aos seus contatos!

segunda-feira, setembro 20, 2010

Momento

Já viveu algum momento daquele bem especial que desejou que ele parasse no tempo? Uma festa, um nascimento de um filho, um encontro com amigos, um silêncio junto, um sorriso?

E nele, você já sentiu o coração cheio de amor, paz, certeza e segurança? Nele também, já sentiu que a vida era reinventada, que seus valores encontraram seu devido lugar? Sentiu-se em casa nesse momento?

É um momento que pode ter durado meses, semanas, dias ou apenas algumas horas ou apenas um instante.

É ele que traz significado, graça, encanto, leveza, beleza. É ele que, quando acontece, mostra mais vida às cores, delicadeza no vento que bate, alegria na simplicidade do dia-a-dia.

É ele, esse momento, que segura nos momentos mais tristes, mais silenciosos, mais reflexivos. É ele que continua a significar a vida, a missão, as relações, o trabalho.

É ele que dá saudade, faz suspirar e, ao suspirar, traz consigo todos aqueles sentimentos que são capazes de trazer um sorriso suave no rosto, fazendo até seus olhos se fecharem...

Já viveu isso? Lembra-se dele?

Que você, então, torne-o vivo ao longo do dia para que o sorriso seja constante em você.

sexta-feira, setembro 10, 2010

Oração de um Líder

Deus, sei que existem várias formas de uma equipe de trabalho sorrir: trabalhar com energia é uma. Acreditar apesar dos obstáculos. Ter saídas de bom humor para as dificuldades é outra.

Para mim, que gosta desse ofício, o sorriso da minha equipe é combustível para minha motivação – é o que motiva a ação.

Sei que liderar é uma tarefa complexa: como manter – em algumas situações – a equipe separada, intacta, blindada contra aquilo que sinto, às vezes? Como manter o brilho individual e a união entre eles?

Estou sempre na mira, nos olhares atentos, na ‘referência’. É como se eles me dissessem: “Por favor, não faça nada que me machuque, desmotive ou me tire a esperança. Se o fizer, eu não agüento.”

E é no momento solitário do exercício dessa função que preciso viver como uma esquizofrênica: entre meus anseios e crenças pessoais e aqueles que ofereço ao time. Me exige maturidade, decência, verdade e equilíbrio. Me exige...amor.

E o pedido incessante em momentos difíceis a Você, é que eles sigam confiantes, cheios de esperança de que tudo sempre melhora, que tudo sempre oferece aprendizado e que nada está parado. Que compreendam o Ritmo do Universo e que isso gere no coração de cada um a força e a alegria de se cumprir suas missões pessoais.

Que eles olhem para o céu ao invés de olhar para mim. Que eles acreditem em si antes de acreditar em mim. Que eles vejam e sintam o poder na mão DELES e não nas minhas.

Sei da força deles, das suas capacidades, das suas vontades. Que Você, Deus, deixe ao longo dos dias isso claro nos fatos que ocorrem, nos sentimentos que os acometem e que isso traga o sorriso na face de cada um...

Amém.

quarta-feira, setembro 08, 2010

É fato e não-decisivo

Eu sinto medo. Na verdade, dei uns bons empurrões subjetivos nesses últimos tempos...

É um momento, eu creio. Que se trata de um fato (eu sinto isso), mas não é decisivo. Não é isso que vai me definir, eu sei.

Fazia muito tempo que não sentia medo. Havia me esquecido como era...

De certa forma, eu "pedi", insisti para voltar a sentir um pouco isso e acredito que as coisas ainda estejam meio "descompensadas".

Sinto medo de estar entorpecida por algumas coisas que me deixam sem referencial de certo e errado.

Sinto medo de coisas boas e importantes não terem mais volta porque eu fiz a coisa inadequada.

Sinto medo da solidão que chega, mesmo tendo tantas pessoas queridas e amadas por perto...

Sinto medo de falar demais, de expor demais.

Sinto medo de calar também e não saber a medida...

Já aprendi a reorganizar essas coisas e isso valeu demais. Porém, mesmo com esses recursos, sinto que é importante reconhecer que sentimos esse tipo de coisa. Me parece até bom prá preservação...

A produção de textos nos últimos dias tem sido intensa e parei prá pensar o por que. Qual é a motivação?

É um momento difícil e uma resposta possível: quando se tem vontade de gritar, virar a mesa, chutar o balde, podemos ter várias reações. A minha é escrever. É uma reação produtiva....

Além de sentir tudo isso, creio que não escaparei de uma reação improdutiva. Não se espante se ver uma louca desvairada gritando por ai...

segunda-feira, setembro 06, 2010

'Tamo junto'

Sinto uma honra tão grande em ter em minha vida algumas pessoas que demoraria uma vida inteira para tentar explicar.

Sabe aquele sentimento que dá uma vontade incontrolável e levar seus joelhos ao chão e, em silêncio completo, agradecer ao Criador?

Sabe aquilo que segura sua mão quando você está na 'lona'?

Sabe aquele amigo silencioso, que sabe de você, que está atento, mesmo sem você falar nada? Mesmo sem ele falar nada?

Sabe aquele sentimento que, simplesmente, acontece? É a amizade.

Na minha vida, eles são muito poucos. Nem sei se todos esses poucos sabem que são tanto...

Eles são o 'acontecer' do pensamento, do coração, daquele carinho tão forte...

Eles são a mão de Deus prá mim. São os que me perdoam por eu ser assim. Os que insistem em ficar comigo durante a jornada, lado a lado, por algum motivo que não sei bem qual.

São os que sorriem, choram, ficam bravos ou - aqueles Mais Especiais - silenciam. E quando fazem isso, me emocionam e me fazem querer abraçá-los por horas.

São os que falam 'tamo junto' e essa frase vem carregada de verdade de que é assim mesmo que estamos. Juntos.

Sinto que não são todos que conheço que podem dizer essas coisas. Eu posso.

Código Corporativo

Um dos trabalhos mais nobres de uma área de RH é a construção do que se chama Modelo de Gestão de Pessoas.

Trata-se de um “código” de como as pessoas “devem” se comportar, o que conhecer, o que saber fazer para viver, crescer e contribuir ali, naquela naquele mundo.

Existe uma parte do código que é essencial, ou seja, aquilo que qualquer um daquele lugar precisa apresentar: é aquilo que garante a “cara”, a marca da organização.

Tem uma outra parte do código que é específica: para trabalhar no RH é exigido um X e no Financeiro um Y.

Juntando o código geral + o código específico temos um modelo, uma ferramenta para garantir o bom e ecológico gerenciamento da carreira das pessoas e dos resultados da empresa.

Fácil, né? Nem tanto quanto parece. Quando uma empresa se submete a um processo de construção desse “código”, esbarra, inevitavelmente, no que há de íntimo das pessoas que ali habitam naquele momento.

Aí complica. O ideal, claro, seria juntar o bom do A + o bom do B e dar um C bem bacana e positivo. Mas...somos humanos. E, como humanos, somos compostos de D’s, E’s, F’s nem sempre positivos.

O trabalho de um RH, nesse momento, é de um alquimista: transformar pedra em ouro. Como garantir um código que seja construído por pessoas em desenvolvimento e – sendo assim, ainda não possuem todos os recursos necessários – ao mesmo que seja um regulador que ofereça crescimento e perenidade à organização? Um grande paradoxo...

Como ter a medida adequada entre regular e estimular o desejo interno, aquele individual? Como transformar vontades, crenças, valores em um código saudável e que sempre dê saída para possibilidades e não que seja um imperador que breca a expansão – das pessoas e das empresas?

Ao escrever esse artigo, me espantei com o número de perguntas que ainda não sei responder. Sei que são através delas que, talvez, eu consiga extrair pepitas de ouro que existem, certamente, dentro dos profissionais que habitam o mundo corporativo.

E, ao escrever também percebi – de novo – o por que me fascina tanto ser profissional de RH: quem mais, dentro desse mundo complexo que são as organizações, poderia se dar ao luxo de ser um artista e trabalhar com aquilo que diz respeito a qualquer humano: a humanidade? Só nós mesmo...

Se eu posso me atrever a dar alguma recomendação, são elas:

Aos profissionais de RH, que as perguntas sirvam de ferramentas como a peneira ao minerador dentro de uma mina: suado, cansado, mas com um desejo incontrolável de achar ouro.

Às empresas, que as perguntas sirvam para reconhecer suas pedras e olhar além dos números: há muito mais riqueza além deles.

sexta-feira, setembro 03, 2010

A que serve a tristeza?

Compreendê-la, respeitá-la, observá-la atentamente.

A alegria é um estado constante. Quando a tristeza vem, normalmente dou boas vindas e peço que ela me traga reflexões importantes para o ciclo que sempre segue quando ela parte.

Nesses momentos, aprendo muito. Dou-me a oportunidade de olhar prá dentro com mais seriedade e respeito.

Não tem muito a ver comigo momentos assim, cara mais fechada, um certo ar de abatimento, ombros mais caídos, mas veja bem: a que serve a tristeza?

Estar triste, no meu 'mundinho', ajuda a execitar a paciência (porque é chato ficar triste), a benevolência (porque dá raiva ficar triste), a esperança (porque fica escuro ficar triste) e o amor (porque irrita os outros ficar triste).

São momentos normalmente mais curtos e intensos: é como apertar até não aguentar mais uma folha de papel na mão dominante.

Ruim são os motivos que me colocam nesse estado de tristeza. Eles anunciam claramente meus erros e minhas fraquezas. Sim, porque só fico triste comigo mesma. Com os outros, já aprendi a linda arte do perdão.

Tenho aprendido muito e com gente muito especial nós últimos 12 meses. Talvez seja até isso que me possibilite escrever de algo tão denso de maneira mais positiva.

A que serve a tristeza? Oportunidade preciosa de reconhecer minha humanidade. Agradeço por isso.

segunda-feira, agosto 30, 2010

Paradoxos

Há momentos na caminhada que exigem muito de nós. Exige paciência com pressa, firmeza com doçura, oração com esperança...

Há momentos na caminhada que oferecem muito a nós: conhecimento com sabedoria, amizade com devoção, encontros com iluminação...

Há momentos na caminhada que cansam caminhar: o fluxo entre "exigência na entrega" e "recebimento na volta" é tão frenético que mal conseguimos processar o que concluimos, afinal, de um dia de vida, por exemplo.

Nessas horas, contamos com nossos amigos (tenham eles o vinculo que tiverem conosco: pai, mãe, marido, irmãos, amigos etc) e com nossa fé. São nessas horas que definimos quem somos, ou melhor, o que desejamos ser.

E SER alguma coisa é uma tarefa diária de abnegação: abrimos mão de tanta coisa para ser quem somos... Abrimos mão da compreensão, da companhia de tanta gente, da tranquilidade que traz a benção da ignorância.

Ah, sim...os ignorantes sobre si mesmo e sobre o mundo PARECEM mais felizes do que aqueles que possuem a certeza de quem é e de qual é o seu caminho.

Me parece que só parecem mesmo: que graça tem passar por aqui sem viver, na carne, o perigo, a dor e a inegualável alegria de ver, materializado, aquilo em que acredita?

Apesar de ser difícil aguentar as panelas que caem sobre a cabeça (parafraseando um grande homem), a ignorância sobre si mesmo é opcional (parafraseando um grande amigo) e até covarde: prefiro os galos na testa do que a sentença de que nada fiz de interessante por aqui. Eu não viveria em paz na "eternidade" se olhasse para minha obra e visse um negócio raso, sem dor e sem cor.

Bom, entre "valer a pena" ser quem se é e "aguentar firme até o fim" tem uma distância grande.

É um momento difícil esse. Às vezes, dá vontade de preparar uma emboscada para si mesmo, dizer que é mentira e negar tudo. Mas...não...não dá!! E a atitude nesse ponto é como andar em 11 metros de brasa e não queimar o pé: insana e divina.

quarta-feira, agosto 18, 2010

Uma Pequena Oração

Deus, sempre vivo com um foco muito grande naquilo que acredito: meu combinado com Você antes de vir parar aqui, na Terra.

E nesse combinado, me lembro e o tenho claro na mente, que é cuidar para que o bem sempre seja feito, que a justiça sempre praticada e o crescimento da raça humana garantida.

Fico confusa, às vezes, Deus, pois são tantas as "linhas" que falam de Você e elas - nem todas, mas a maioria - brigam entre si... Que cabimento tem isso?!

Se Tudo é Você, se a Força Criadora é a mesma e a raça humana é uma espécie que pre-ci-sa evoluir, expandir suas potencilidades e alcançar outros níveis de sabedoria sobre si e sobre Ti, o que faz as religiões se separarem ao invés de se juntarem? Prá que tanta confusão?

Só peço ontem, hoje e sempre, que eu exerça cada vez mais o discernimento, sabedoria e justiça.

Preso pela liberdade que me confere mente aberta para ver de tudo e enxergar o que de bom e Divino existe em cada coisa, palavra, gesto, teoria...

Peço que sempre Segure minha mão e sussure para onde devo caminhar...

Amém.

domingo, agosto 08, 2010

Doce insignificância

Assisti a um filme bem bacana esse final de semana e nele escutei uma frase que me tocou bastante: "O que quer que você faça na vida, será insignificante. Mas é muito importante que o faça, pois se não o fizer, ninguém mais o fará". Segundo a fala do ator no filme, é de Gandhi essa frase.

É na insignificância, é na xícara vazia (como me ensinou um grande amigo), é no andar de preto no escuro (como me ensinou um consultor), é no suportar a angústia de não poder decidir o melhor caminho, pois este é o melhor apenas na minha forma de pensar que gosto de estar, que vejo graça no que faço na vida.

É como se eu estivesse na platéia de um teatro vendo os movimentos, as luzes, as esquecidas de fala, os acertos, o tom certo, o tom errado e, diante disso tudo, saber que em cada um existe um potencial enorme de aprendizado, de processamento de novas coisas, de angústia que faz crescer.

Tenho visto nos últimos tempos coisas lindas em cima do palco e coisas feias também. Umas me alegram demais, outras me entristecem demais.

Diante de toda minha insignificância, diante do pouquinho todo que posso oferecer, fico ali sentada na poltrona, com as mãos entrelaçadas e apertadas fortemente, olhos fixos no palco torcendo, mas torcendo muito para que os que estão lá em cima acerte o tom.

E eu vibro. A cada fala, a cada pequenino movimento, ao ver a alegria vinda muitas vezes de uma angústia, outras tantas de certezas. Eu vibro demais.

E me vejo sempre ali, sentada torcendo, dando meus palpites, tendo meus "pitis", ficando fula da vida. Mas torcendo. Muito e sempre.

domingo, julho 25, 2010

EU SOU!

Em mais um ano que se inicia em minha caminhada, agradeço a Deus pelos novos e antigos amigos, pelos conhecimentos, pela energia, pela família e pela esperança que sinto no dia de hoje.

É muito bom estar aqui, fazer o que faço, conhecer que conheço (que ainda é muito pouco) e receber tanto, tanto carinho...

Não tenho nada a pedir. Apenas a agradecer!

Sou grata por ser mulher, filha, neta e amiga de quem sou. Sou grata por ser psicanalista, peneleira, reikiana e curiosa. Sou grata por conseguir tudo que consigo pela força de minha fé...em mim e nas pessoas. Sou grata pelo meu trabalho e por tudo que ele gera. Sou grata por ser tão pouquinho, diante da grandeza de alguns homens...

Fazer 29 anos não dói. Sara.

sexta-feira, julho 16, 2010

Recordar, Repetir, Elaborar e Transmitir

Existe na psicanálise um texto específico de Freud que trata de três desses quatro movimentos da vida subjetiva do ser humano: recordar, repetir e elaborar. A transmissão faz parte de uma linha que realizou uma releitura da obra freudiana chamada de lacaniana.
Recorda-se daquilo que passou e como foi construído esse ou aquele comportamento. Repete-se em cenas diferentes da vida os mesmos sintomas, os mesmos jeitos, as mesmas dificuldades, mesmo já sabendo do que se trata. Elabora-se tudo isso, entende-se de que a escolha é pessoal e intransferível e faz desse registro algo novo. Transmite-se o que de sabedoria ficou disso tudo.
Lembrei-me dessa passagem da teoria freudiana, que admiro muito, pois vejo tanto pessoas como organizações com uma grande dificuldade de passar da segunda etapa desse processo de evolução. Repete, repete, repete, repete, repete, repete, repete. Tão incômodo quando ler várias vezes essa palavra escrita.
A repetição de comportamentos emperra o desenvolvimento e impacta na vida do outro de uma maneira que nunca sabemos bem como: vai saber, dentro do baú de cada um, o que vira aquilo que nós não damos conta de movimentar para frente dentro da nossa cabeça.
Aliás, movimentos para trás é um ato mais confortável para a maioria das pessoas e empresas, pois lá sabemos – bem ou mal – o que pode ter. Aqueles que elaboram suas histórias, que ressignificam o que lhes ocorreu, lançam um novo olhar à própria história e ela fica com cara sua! Isso trás, na maioria das vezes, um sentimento de “propriedade da própria vida” e dá-se um passo sério: a transmissão daquilo que se aprendeu/reaprendeu com esse processo.
É a qualidade da transmissão que dita quem somos ao mundo e o quanto somos capazes de oferecer ao outro e a nós mesmos possibilidades de transformação.
Aprendi em anos de análise e no início da minha caminhada pela PNL e outros assuntos correlatos que tudo depende de uma decisão, de um ato de coragem tanto de olhar, como de agir e de mudar. Nada disso é muito fácil, de novo, tanto para pessoas como para as organizações.
E é pela falta de facilidade que pessoas que já tiveram essa experiência possuem responsabilidade redobrada. Mais velho ou mais jovem, homem ou mulher, pobre ou rico, não importa. A manga é a mesma e é necessário chupá-la.
Viver e carregar os frutos desse processo nos garante uma coisa apenas, mas me parece a única que vale a pena: viver segundo nosso desejo. Aquele mais profundo, de missão, de legado, sabe? É perigoso? Muitas vezes, sim. É trabalhoso? Todas as vezes. Coloca em risco pilares que julgamos nos sustentar? Sim. Traz consigo novos caminhos? Traz. Traz consigo novos amigos? Traz. Deixa gente e coisas pelo caminho? Yes.
Carrega a felicidade de ser quem é e de fazer o que se faz? Ah...certamente...

Aos amigos queridos, amados e que construíram comigo grande parte desse caminho, dedico esse texto e toda a elaboração que ele me trouxe ao escrevê-lo.
Aos amigos também amados e queridos, que entraram em minha vida a menos tempo e com tanta intensidade, dedico a vontade e o ato de fazer da minha vida algo que valha a pena para mais gente além de mim.

terça-feira, junho 29, 2010

Novamente, sobre liderança

Já escrevi anteriormente sobre liderança e meus valores com relação a esse nobre e complexo papel que assumimos em tantas áreas da vida.

Estar a frente, ter como responsabilidade definir coisas, dar direção, conduzir, pegar na mão, treinar, administrar são coisas que impactam diretamente a personalidade de quem ousa a seguir seus líderes.

Sendo marido, esposa, irmão, "chefe", amigo...não importa: deixamos marcas no que as pessoas são, no que elas pensam, no que acreditam. Não tem jeito.

Quando exercemos essa função, nossas escolhas passam a não ser só nossas. Passam a fazer parte desse cenário todo e podemos nem imaginar que fim elas terão, no que se transformarão na história das pessoas...

Isso me assuta um pouco. Ter "compartilhado" meus valores, desejos, escolhas e porque não também meus medos, receios...

A responsabilidade disso me traz algumas "torcidas":

- Que as pessoas 'gravem' o que é bom
- Que entendam que a intenção positiva é o início de cada palavra, ação, gesto
- Que levem prá vida que o mais importante é fazer o bem
- Que misturem um pouco de cada coisa, no seu baú, e sejam felizes

Que minha atual equipe e demais pessoas que convivem com meus furacões vejam em meus olhos como eu as amo e o quanto são parte do que sou hoje. E do que serei amanhã.

Aos amigos, hoje e sempre, obrigada por sempre me inspirarem a escrever sobre isso.

sexta-feira, junho 18, 2010

Música de Sidney Miller

Acho essa música - posto abaixo - uma delícia de ouvir e dançar. E de tanto escutar, ela me remeteu a uma coisa que tenho pensando bastante nos últimos tempos: nossas escolhas.

O mundo nos coloca sempre as opções, o banquete que nos servimos de acordo com nossas motivações, desejos, inseguranças...enfim. Há motivos bacanas e menos bacanas para escolhermos isso ou aquilo, não é mesmo?

Usar ou não usar, ir ou não ir, mudar de emprego ou não mudar, trocar de namorado/marido/esposa ou não trocar, ir para o Sul ou para o Norte, fazer um curso ou não fazer, ser feliz ou não ser...

A música - e quem puder ouvir, ouça! - coloca de um jeito "moleque" a leveza que acredito eu devemos levar para momentos de decisão.

"Eu te ofereço isso. Você quer?" Ai..isso é um problema seu...



É isso aí (Isso é Problema Dela)

Preparei uma roda de samba só pra ela
Mas se ela não sambar
Isso é problema dela
Entreguei um palpite seguro só pra ela
Mas se ela não jogar
Isso é problema dela
Esse problema é só dela

Tô cansado de andar por aí
Curtindo o que não é
Preocupado em pintar na jogada que dá pé
Só que tem que eu tô numa tão certa
Que ninguém me diz
Quem eu sou, o que devo fazer
E o que eu não fiz

Separei um pedaço de bolo só pra ela
Mas se ela não provar
Isso é problema dela
Inventei na semana um domingo só pra ela
Se ela for trabalhar
Isso é problema dela
Esse problema é dela

Comprei roupa, sandália e sapato só pra ela
Mas se ela não usar isso é problema dela
Aluguei uma roda-gigante só pra ela
Mas se ela não rodar
Isso é problema dela


;-)

domingo, junho 06, 2010

Um sonho de outra postagem

Lembrei que tive um sonho no ano passado, onde um mestre me falava "Pula, Tatiana. Pula!"

A postagem chama-se Rio São Francisco, local onde esse mestre me falava com tanto carinho e segurança para que eu pulasse ali, naquele rio, e fosse segundo seu curso.

Me lembrei, talvez nesse momento, por cada vez mais acreditar que pulei de verdade na época e que estou seguindo seu curso, ora mergulhada nas águas, ora tomando fôlego, mas sempre com mãos amigas me guiando.

E o olhar...o olhar da certeza, da paz, da confiança.

Desejo, profundamente, que...

Que sejamos sempre gratos com aqueles que nos apoiaram e com os que duvidaram de nós: ambos, de alguma forma, possuem seu valor para o que somos hoje.

Que sejamos humildes e que nossas qualidades sejam voltadas ao bem do mundo e não apenas de si mesmo.

Que a vaidade apareça na hora decolocar um batom na boca, uma gravata bonita, uma roupa diferente. E só. Aparecer fora desse contexto pode atrapalhar e embaralhar nossa visão.

Que sejamos justos conosco mesmos e com os outros também. Que cada um entregue o melhor de si e busque o melhor do outro, sabendo que é somando que se faz a diferença.

Que saibamos estender a mão para aqueles que necessitam de ajuda. De qualquer tipo de ajuda e que façamos isso com o coração aberto, oferencendo a única coisa que me parece possível oferecer: quem somos.

Que tenhamos discernimento - como brilhantemente escreveu um querido amigo esses dias - para nos guiar pela caminhada.

Que busquemos o bem, acima de tudo e para todos, em cada palavra, em cada ato, em cada pedido, em cada realização.

Que, na dúvida, fechemos nossos olhos, respiremos fundo e nos conectemos com aquilo que é Maior do que nós. Lá está - na minha opinião - a resposta de pra onde, como e porque...

quarta-feira, junho 02, 2010

O Grito - Martha Medeiros

Não sei o que está acontecendo comigo, diz a paciente para o psiquiatra.
Ela sabe.
Não sei se gosto mesmo da minha namorada, diz um amigo para outro.
Ele sabe.
Não sei se quero continuar com a vida que tenho, pensamos em silêncio.
Sabemos, sim.
Sabemos tudo o que sentimos porque algo dentro de nós grita. Tentamos abafar esse grito com conversas tolas, elucubrações, esoterismo, leituras dinâmicas, namoros virtuais, mas não importa o método que iremos utilizar para procurar uma verdade que se encaixe em nossos planos: será infrutífero. A verdade já está dentro, a verdade se impõe, fala mais alto que nós, ela grita.
Sabemos se amamos ou não alguém, mesmo que esteja escrito que é um amor que não serve, que nos rejeita, um amor que não vai resultar em nada. Costumamos desviar esse amor para outro amor, um amor aceitável, fácil, sereno. Podemos dar todas as provas ao mundo de que não amamos uma pessoa e amamos outra, mas sabemos, lá dentro, quem é que está no controle.
A verdade grita. Provoca febre, salta aos olhos, desenvolve úlceras. Nosso corpo é a casa da verdade, lá de dentro vêm todas as informações que passarão por uma triagem particular: algumas verdades a gente deixa sair, outras a gente aprisiona e finge esquecer. Mas há uma verdade única : ninguém tem dúvida sobre si mesmo.
Podemos passar anos nos dedicando a um emprego sabendo que ele não nos trará recompensa emocional. Podemos conviver com uma pessoa mesmo sabendo que ela não merece confiança. Fazemos essas escolhas por serem as mais sensatas ou práticas, mas nem sempre elas estão de acordo com os gritos de dentro, aquelas vozes que dizem: vá por este caminho, se preferir, mas você nasceu para o caminho oposto. Até mesmo a felicidade, tão propagada, pode ser uma opção contrária ao que intimamente desejamos. Você cumpre o ritual todinho, faz tudo como o esperado, e é feliz, puxa, como é feliz.
E o grito lá dentro: mas você não queria ser feliz, queria viver!
Eu não sei se teria coragem de jogar tudo para o alto.
Sabe.
Eu não sei por que sou assim.
Sabe.

domingo, maio 09, 2010

Gerúndios da vida

Respirando e agradecendo.

Agradecendo e pedindo.

Pedindo e acreditando.

Acreditando e caminhando.

Caminhando e sonhando.

Sonhando e realizando.

Realizando e cuidando.

Cuidando e crescendo.

Crescendo e florescendo.

Florescendo e emocionando.

Emocionando e humanizando.

Humanizando e elevando.

Elevando e olhando...nos olhos de Deus.

E aqui, nesse ponto, nesse gerúndio...sabendo.

domingo, maio 02, 2010

É prá cá? Ou prá lá?

Na vida sempre chega o momento em que devemos escolher o caminho a seguir e a pergunta é inevitável: é isso mesmo que quero?

Quando se olha para o futuro e vê algo tão diferente com o presente...o que fazer?

Pode dar vontade de ficar onde está prá ver como é que fica. Pode dar vontade de ficar louco. Pode dar vontade de griiiiitaaaaaaar. Pode dar vontade de virar a mesa.

Qualquer uma dessas ou outras vontades pode prevalecer, desde que duas coisas sejam garantidas: ser feliz e sentir paz de espírito. Atenção aqui: uma coisa é diferente da outra.

Eu, particularmente, prefiro a paz de espírito. Prefiro por me deixar mais perto de Deus. Prefiro por me deixar mais perto da minha missão de vida. Prefiro por me fazer mais humana e divina ao mesmo tempo.

Sentir-se em paz é conseguir respirar fundo e perceber o ar caminhando dentro de si. É conseguir manter-se são no dia-a-dia. É conseguir...ter a certeza de que algo maior existe.

O que te deixa feliz? O que te deixa em paz? O que você escolhe?

O fato é que sempre precisamos manter nosso olhar atento a nós e naqueles que nos cercam. Muitas vezes a sabedoria sobre nós mesmos está um pouquinho em cada um que amamos.

Entristecer-se nesse momento de escolha, de decisão é muito comum e até bom, pois só a tristeza abre a porta da alma para vermos o que tem no fundo do nosso coração. É lá que Deus nos fala - ao menos a mim funciona assim - qual é o caminho.

E, o mais importante disso tudo, estar preparado para escutar o que vem quando perguntamos. Pois o que está no fundo pode ser diferente do que está na superfície.

E isso pode exigir mudanças difíceis, mas sempre, sempre possíveis.

Boas escolhas prá você.

quarta-feira, abril 21, 2010

Ao Mestre, de outra postagem

Um homem que possui um olhar que vem de outro lugar.

Filho amoroso, genro que até parece feito de cera de tão delicado, neto dedicado, amigo sincero e um marido...que tantas vezes penso se existe mesmo.

De uma sabedoria que vem de dentro, do céu, de Deus. Quando você pensa que ele não tá aprendendo nada de novo, ele saca um de seus comentários que lembra um monge budista.

Simples, criança crescida, homem valente esse Márcio. Teima em ser quem é, se valendo muitas vezes apenas de Deus e do amor imenso que carrega em seu coração.

Quem o vê com rapidez, pensa até que é frágil, sempre do mesmo jeito. Apenas os que demoram mais o olhar a ele, percebe que ele é grande...grande de alma, grande de coração, grande de sabedoria. Grande.

É o sustento dos meus sonhos. É a base que me mantém sã quando o mundo me carrega com força prá lugares feios. É quem me lembra sempre de onde vim e o que preciso fazer aqui.

É a tranquilidade da mãe, o orgulho da sogra, o "pentelho querido" do sogro, a amorosidade da avó, a admiração dos irmãos, o carinho do pai.

É o pai da Jadynha, o marido da Tati, o dono da Vapt Vupt, o amigo do carrinho, o "fera" do Guittar Hero.

"Hero". Herói. Meu herói, por quem, mesmo distante tantas vezes, levo sempre amor, admiração, leveza e severidade ao mesmo tempo. Levo amor pelo homem, amigo, pelo parceiro de vida, pelo irmão, pelo pai qu será.

Amado Marido, aqui está uma postagem especial a você, no dia do seu aniversário de 31 anos. Não tem uma antes, porque você é tão dentro de tudo que escrevo que é difícil separar.

Parabéns. Feliz Ano Novo. E lembre-se que você pode sempre mais. Queira mais. Olhe mais pro alto. Deus precisa de você prá fazer do mundo um lugar melhor.

Te amo!

domingo, abril 04, 2010

Um pouco sobre Liderança

Do que se trata quando falamos de liderança?

É uma habilidade? Algo que se sabe e aplica? É um exercício?

Bem, acho mesmo que é tudo isso. E muito mais...

É um gesto: estender a mão, ensinar algo novo, olhar que dá confiança.

É um ato: defender de perigos ou encorajar para assumir riscos.

É uma entrega: é se felicitar mais com os êxitos dos outros do que os seus próprios e o mesmo com os fracassos - se entristecer mais com os deles do que com os seus.

É resignação: abrir mão de algo prá você, priorizar o outro em prol daqueles que te vêem como referência de alguma coisa, para os que você é exemplo.

É dedicação: entregar boa parte do seu tempo pensando "Como farei para Fulano ser melhor, para ele enxergar que pode mais?".

É realizar através dos outros: ver até onde cada um pode chegar antes dele mesmo (valeu Open por essa lição!), é ver acontecer seus sonhos do bem pelas mãos de muitas outras pessoas.

Precisa ter posição de chefia e "mandar" em alguma coisa prá ser líder? Não...Não mesmo!

Precisa é de amor por gente, coragem de encarar críticas e muita, mas muita vontade de fazer algo grande e verdadeiro.

Precisa de prá acreditar que sendo tão pequenino diante das grandezas do Criador, você pode fazer algo de bom às pessoas e ao mundo...


Dedicado a:

Líderes grandiosos e decisivos na minha vida: Zé Carlos, Eugênio, Saint-Clair, Sr. Fernandez, meu pai, minha mãe, meu marido e minha avó.

Gente que se atreve e insiste em acreditar em mim: minha equipe (os atuais e quem já se foi dela), Erica, Vanessa, Cristininha...queridas pessoas e que me fazem acreditar ser possível ser do bem.

sexta-feira, abril 02, 2010

Ca-mi-nhar

Vontade de caminhar. Caminhar, caminhar e caminhar.

Caminhar e prestar atenção apenas na respiração. Olhar o sólo. E como a respiração acompanha o ritmo dos meus pés.

E quanto mais eu respirar, mais caminhar, mais prá cima eu olho. Mais em direção ao sol eu vou.

E também ao caminhar vai saindo até pela culatra tudo aquilo que sobra. Todo tipo de sobra: gordura, pensamentos, sentimentos, nhacas. O objetivo é diminuir a in-ten-si-da-de.

Apesar do desejo de caminhar sem parar ser intensamente grande, ele há de servir para diminuir. Diminuir o ritmo, diminuir a velocidade com que o tempo passa, diminuir a pressa que se tem para fazer tudo ao mesmo tempo.

Que durante a caminhada os pensamentos entrem nos lugares "certos" ou mais produtivos dentro da cabeça. Que eu sin-ta o vento, o chão, o sol e Deus.

Que ao chegar próximo do fim - da caminhada - eu esteja feliz, em paz e vazia de tantas coisas que lotam meus dias e fazem doer minha cabeça.

Que ao final, só valha o amor, a paz, a amizade e a fé.

terça-feira, março 23, 2010

Um ato tão difícil quanto bom

Olhar para si jamais foi uma coisa boa de se fazer. É muito mais fácil apontar e ter opiniões formadas sobre o que está fora de nós, provavelmente porque isso não nos pede responsabilidade sobre o que dizemos.

Um ato, certamente, aprendi com uma gente muito do bem e em um processo de garimpo interno: olhar para dentro. A decisão do que se fez e do que se fará com isso são outros quinhentos.

Mas, Tatiana, você não é psicóloga?? Isso deveria ser óbvio, né? Pois é...NADA É ÓBVIO.

Decisões sobre como somos e como seremos a partir de cada uma das nossas experiências de vida fazem parte de um longo processo e que envolve escolhermos o que deixaremos para trás.

Aliás, grande parte da angústia e medo de tomarmos uma decisão não é o que vamos ganhar com aquilo que é novo. É o que seremos obrigados a perder, a abrir mão.

E muitas vezes o medo de perder norteiam nossa vida mais do que a felicidade de ganhar.

A grande sacada de um processo de reestrutura interna intensiva é sermos exatamente equilibrados? Eu acredito que não, mesmo porque uma adrenalinazinha de vez em quando não faz mal a ninguém.

Sentir paz, mesmo com todas as angústias da vida, é a sacada de qualquer processo de desenvolvimento pessoal. Seja uma terapia, um treinamento, uma meditação...

Poucas pessoas que conheço sentem-se em paz consigo mesmas. É possível ser feliz e não se sentir em paz, Tatiana? Talvez sim. Felicidade é um conceito tão subjetivo, não é mesmo?

Que todos sejam inspiração para a vida daqueles com quem convive, mas principalmente para a SUA.

Tenha e viva sempre uma vida de paz.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Agradecimentos

Pessoas Queridas - mesmo que desconhecidas - Que Visitam esse Blog, olá.


Agradeço muito mesmo todos os comentários postados aqui em algumas crônicas.

Alguns, sei bem quem foi...rsrs. E agradeço e digo a você que te amo demais. Seja do meu sangue ou do coração. Ou de ambos.

Perdoe-me a intensidade e opiniões muitas vezes, mas sou assim: intensa para escrever.

Louvo a quem teve a paciência de ler, o respeito de entender e a admiração de postar um comentário.

Audacioso é aquele que escreve para um desconhecido ler, expondo assim tudo que passa pela cabeça. Mais audacioso ainda é quem lê...e comenta! Por isso, obrigada!!

E tudo isso para honrar a parte do ser humano que vale a pena a batalha de cada dia: o pensamento. Prá mim, o Ato mais Divino do próprio Criador...


Um grande beijo a todos!

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Desejo de Ser e de Pertencer

Era uma vez um passarinho pequenino que sonhava em ser um Condor.

Ele, claro, tinha uma família de ancestrais fortes que tinha em sua cultura e DNA se colocar em “seu devido lugar” e se portar com a pequeneza própria de sua raça.

Mas esse passarinho não...ele era nitidamente diferente. Era o que sempre se recolhia no meio das festas de seu povo. O que sempre ciscava em outros terrenos, tipo o “pássaro negro da família”, sabe como é?

Ele tinha até mesmo um pedaço de árvore que bicava de maneira a construir desenhos ali e deixar suas angústias registradas em algum lugar que não fosse em sua pequena caixa craniana...

- Imagina só...um Condor... – pensava ele.

Mas logo em seguida, vinha como se fosse um tapa, outro pensamento:

- Sim, um Condor mesmo, e daí??

Bem, com todas essas diferenças e com um desejo sem precedentes como este, sua família o deixou, com o passar dos anos, a viver da maneira como ele achava melhor. Isso até trouxe por muitos anos, uma sensação de liberdade e independência, até que um dia ele fez aniversário de 5 anos, data importante visto que a raça dele vive em média 10 anos...

Já estava ele na metade da vida, vivendo até mesmo de acordo com uma rotina de um condor. Embora fisicamente jamais seria um, ele conseguiu viver de acordo com o que mais achada bacana na vida dessa outra raça.


Ai...ele tava lá: sozinho, com uma árvore cheia de significados que ele tinha posto e...sentindo um vazio indescritível. Sentia falta das pentelhações dos que eram da geração dele, das mães destes que sempre arrumavam confusão nas confraternizações de família e dela...da bendita mãe que vivia dizendo para ele se portar assim quando ele queria assado...

Sim, porque na metade de sua vida ele percebeu que isso o fazia quem era, até mesmo alimentava o sonho de ser diferente. Pois ele só podia pensar diferente se as raízes fossem fortes o bastante para servir de parâmetro.

Então, ele percebeu a força de um laço de uma raça. Naquele momento. E tomou uma decisão: voltou para uma visita no clã dos passarinhos. E adivinhe? Foi tão bem recebido que por um dia, no dia do seu aniversário, conseguiu esquecer os sofrimentos causados a ele ali, naquele lugar, e percebeu que só as coisas boas restaram.

E percebeu que ele era, sim, um condor mesmo sendo um passarinho e que isso o fazia feliz.

Feliz por ter realizado seu desejo e ainda fazer parte de uma família de passarinhos...

Lu, a você e feliz aniversário!

Do que se trata quando falamos de valentia?

Fico me perguntando muitas vezes o que é, afinal, ser valente. Será o cara do filme Willian Walace que enfrentou uma tropa 4 vezes maior que a dele numa guerra ou eu que fico 5 horas por dia no trânsito?

Será o Homem Aranha, que anda voando numa teinha pelos céus de Nova Yorque ou nós que temos que defender nossas idéias num mundo que já começou a acabar?

Talvez, prá mim, valentia seja conseguir aprender com os próprios erros. Seja rir das próprias bobagens e conseguir dizer Te Amo às pessoas que nos machucaram.

Talvez, ainda, seja insistir em nossos valores quando o mundo nos pede tão encarecidamente que sejamos desonestos e optemos pelo mais fácil.

Ser valente exige ousadia prá dizer o que pensa a quem perguntar. Pede humildade para sabermos quando nos calar, quando isso diz mais do que todas as belas palavras que conhecemos e quando a vontade de falar é quase insuportável. Convida a ser sábio para agradecermos os ingratos que passam pela nossa vida.

Ser valente é pagar as próprias contas, não dever nada a ninguém e - mesmo assim – pedir ajuda e acalentar conselhos que nos dão de graça.

Ser valente é ser ousado, petulante até, prá vivermos num caminho de bem, fazendo questão de ter atos mais cristãos do que muitos “crentes” por ai.

Enfim, valentia pode ser o que você quiser que seja, desde que sua mente e suas pernas caminhem para o mesmo lugar.

Porque isso pode ser o mais difícil, embora seja o mais óbvio.

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Pandora

Nada me pareceu mais poético e profético nos últimos tempos do que o filme AVATAR.

Conectar-se com "A Energia Criadora", ter no DNA a preservação da nossa casa, de nossa raça e valores fortes de povo são coisas tão óbvias que nem deveriam ser algo que causasse admiração numa ficção. Mas causam.

Tem lá um bando de ser humano querendo destruir as "baratas" de Pandora - um planeta especial e cheio de significados. No fim do filme fiquei pensando quem são mesmos as baratas...

Tudo porque? Grana. Milhões de dólares.

A pergunta que me fiz o tempo todo foi: quantas coisas, valores, gente, destruimos em nome do que prá nós vale como ou mais que milhões de dólares?

Nosso ego pode ser tão destrutivo do que a ganância de uma gente que se julga - e parecem ter certeza absoluta - melhores do que qualquer coisa na Terra.

Queria eu ter os cabelos que conectam numa árvore que que dá direto em Deus. Não tendo isso disponível, há outra coisa bem atual no filme: o poder dos comandos da nossa mente.

Se você é repleto de dúvidas sobre você, não conseguirá fazer voar nada. Porém, se ao menos conhecer umas pontas do que está sob sua consciência, se encarar isso, fará voar um dragão de toneladas.

E aí? Como andam suas conexões? Que dragão quer domar? Por onde quer andar ou voar?

Bem, minha recomendação para quem ainda não assistiu. E assista em 3D.


Até mais.

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Desejar é um ato...

Desejar é um ato de coragem.

É um ato de fé.

De amor a si mesmo.

De desapego.

De humildade.

De vencedor.

Desejar MESMO é quando tudo vale a pena prá aquilo acontecer. É quando se consegue traçar o caminho perfeito - e ético - para se chegar ao objetivo.

É chegar lá antes de suas pernas.

É sentir o cheiro de onde se estará quando o grande momento acontecer.

É sentir a emoção, a alegria, as pessoas, a felicidade disparando o coração só de pensar.

É agradecer ao Universo o cérebro que tem antes de conseguir realizar o sonho.

É ter a certeza de que fechar os olhos, juntar as mãos e elevar os pensamentos faz o mundo girar.

É saber gritar e contagiar a todos, fazendo bem a todos que olharem prá você.

É ser exemplo de um verdadeiro Filho de Deus.


Dedicado a: minha mãe amada, ao meu pai teimoso e amado, ao meu marido sagrado, à minha avó linda e aos meus 4 melhores amigos - pessoas fixas que compõem os melhores cenários do meu presente e futuro.

terça-feira, janeiro 26, 2010

1 Mestre e os 4 Melhores do Mundo

A guerra começaria daqui 15 minutos.

Poderiam ser os últimos 15 minutos da vida de cada guerrilheiro.

Entre eles, havia um especialmente pensativo. Chegava até mesmo ser uma expressão de prece diante daquele momento.

Ele pensou, então:

"Criador, 1 mestre + 4 são as pessoas que gostaria que estivessem comigo agora e depois, aconteça o que acontecer. Meu mestre, companheiro de vida, que me ensinou a ser firme, a não desistir, preciso que venha, pois é meu alicerce. Só me lembro quem sou quando ele está por perto. Os outros 4...os outros 4...Se o Mestre é meu alicerce, os outros são as paredes que me protegem e portas que abrem e fecham sempre numa sincronia perfeita, de acordo com o que meu coração precisa. São meu caminho, minhas certezas, as flores que encontro em meio a tantas dificuldades. A eles, Criador, peço paz de coração e que estejam comigo. Apenas estejam comigo quando eu me for ou até mesmo se ficar aqui, ferido ou não. É meu pedido de agora e de depois a Ti. Obrigado".

Nesse momento, esse guerrilheiro estava de olhos levemente fechados, em momento de total integração com o Criador e com a cabeça voltada para cima. Com a mão direita no peito como quem honra Aquele para quem ora e o pedido que faz.

O capitão da tropa chamou-lhe atenção pela desconcentração nas últimas orientações antes de entrarem em campo.

- "Soldado, essas ordens podem salvar tua vida! Atente-se se quiseres voltar ao berço de tua família".

O guerrilheiro, então, respondeu:

- "Já estou com eles, Senhor! Aqui, em casa ou no céu".



Edu, a você.


*

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Pensamento express...

Quando for falar qualquer coisa sobre quem quer que seja, certifique-se de que você é o melhor exemplo daquilo que sai da sua boca.

Que seus conselhos e opiniões partam apenas das suas experiências e não das suas idealizações.

É claro, essa é só a minha opinião...

Até mais.

terça-feira, janeiro 05, 2010

Menos Expectativas, please...

Você vê o mesmo Parque Ibirapuera que eu. Vê a mesma Fátima Bernardes e Willian Bonner, a mesma novala das 8 - ou das 9 - vê o mesmo trânsito, mesmo sol, mesmos fogos de artifício de final de ano...

Mas para cada um de nós, essas imagens transformam-se em novas dentro das lantejoulas de um a um.

Por isso, é muito fácil, humano, termos direcionado ao Outro, seja ele quem for, expectativas de perfeição, de maravilhas, de lealdade a toda prova, de amor a nós incondicionalmente provados em praça pública.

Diga lá, você nunca se pegou imaginando aplausos a você, dos seus familiares, amigos, amores? Nunca fez uma coisa - prá você extraordinária - e delirou acordado no trabalho (naqueles momentos de verdadeiro transe) que aquela pessoa, encarecidamente agradecida vem e te dá um puta abraço e diz prá todo mundo que você é especial? Ah, vá...se disse não, é um mentiroso em potencial...

Quantos amigos meus eu idealizei com aquilo que as lantejoulas benditas e sagradas da minha cabeça quiseram: enfeites, brilhos, som alto, verdadeiras alegorias carnavalescas eles se transformaram em meus sonhos e delírios...

Aviso: ninguém, nem você mesmo, é como você projeta nessas telas extraordinárias da sua mente, amigo. Se eu fosse 1/3 do que me projeto de mim...eu seria 70% menos gorda, 80% menos chata e 100% menos mandona...tá...90% menos mandona...

Mas que saco, Tatiana! Que graça tem meu namorado sem todas essas fantasias que eu aluguei tão caras para que ele desfilasse só prá mim?

Então, "jobem", experimente olhar ao outro com olhos menos enfeitados e verá a graça que tem gente nua, crua e pequena que todos somos. É "mOOOOOito" melhor caminharmos com pequeneza...eu acho.

Ao menos, assim, vivo coisas tão lindas como ver um amigo errar e aprender com isso...como ver eu falar o nome da minha empresa errado na última reunião com um time de 100 pessoas. É engraçado e dá um alívio danado!

Aos que têm a ousadia de dizer que me "seguem", digo sim. Erro, falo errado mesmo e isso me faz humana. E F...! Ops...sorry.

Bem, que você tenha novos delírios esse ano.

À Eriquinha, querida amiga, essa foi prá você ao som de Circle Of Life, Elton John...

Até a próxima!

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Tempo Danado que Passa

Como é difícil se deparar com o tempo que passou numa amizade que existe desde outros tempos.

A vida nos oferece e escolhemos nos submeter a experiências que modificam a gente, mas não tudo. Modifica nosso jeito de falar, nosso jeito de olhar, nossos sonhos, nosso jeito de expor aquilo que se passa em nossa cabeça e em nosso coração.

Resolvemos coisas difíceis, superamos as marolas, ganhamos força interna diante de tanta coisa que vivemos e isso pode transformar nosso jeito de pensar a vida, mas não quem somos de verdade.

Nosso coração, valores, amigos prá valer, desejos de toda uma vida continuam intactos, ou melhor...continuam mais fortes do que nunca quando percebemos e sentimos que somos capazes de fazer coisas maiores e melhores com aquilo que nos é oferecido ao longo do caminho.

Reconstruir uma parte das relações que nos sustentam pode ser um trabalho extra para aquele que vai de peito aberto viver o que aparecer de bom - e de ruim - pela frente...

Elas – as relações...algumas – jamais deixam de ser aquelas, aquelas das boas que são simplesmente nossos pilares, aquelas que define quem somos.

Tem umas que se não existissem...eu seria apenas uma menina medrosa, mimada e preguiçosa. Se não fosse vocês...

Perdoem-me meu jeito frio muitas vezes. Juro que é sem querer, mas alguma coisa eu devo querer lá no fundo com isso, né? Sorry...vou descobrir o que é e avisar se estou enganada...

Carta a Uma Irmã

Querida Irmã,
Está tudo bem aqui onde vivo hoje. Sabe, passei por muitas coisas nesses tempos em que estivemos separadas fisicamente e senti muito a sua falta em momentos difíceis e felizes nesse período.
Os corações sempre estiveram juntos, mas a presença é forte demais para dizer que não faz diferença nenhuma...
Hoje tenho muito trabalho a fazer, planos que não acabam mais – você conhece seu cunhado, né? Cada hora quer uma coisa e isso movimenta a vida loucamente!
Comecei a escrever num blog. É bem legal saber que mais gente além de mim vai ler o que penso. Afinal, muitos amigos já haviam me falado que gostariam de ler mais de uma vez por ano aquilo que escrevo – normalmente mando aquelas mensagens de fim de ano que você conhece.
E como anda o tempo por aí? E seu namô, tá bem? Já passou aquelas crises? Sabe que dúvidas são normais, ainda mais quando estamos longe de tudo que conhecemos há tempos, né? Fica tranqüila que isso passa! Se você o ama de verdade, to contigo sempre.
Querida, me sinto diferente e sei que sente também. Mas preciso de muito tempo para te fazer entender tudo que passei, tudo que superei e quanto me sinto feliz por isso. Por enquanto, só preciso mesmo que você saiba, lá no fundo do coração, que meu coração, meu amor por você, meus valores continuam os mesmos, talvez apenas mais intensos.
E você me falou que falta algo...sim, creio que falte mesmo: você, querida irmã, perto de mim, me ajudando a construir o caminho...isso faz diferença e, como sempre foi, nada é igual quando você não está por perto.
Talvez seja isso que falte não em mim só, mas em nossa relação que é tão antiga...de outros tempos talvez...nunca gostei de ficar longe de você...
Bom, é isso que senti vontade de falar agora.
Te amo!
*