Cultura organizacional. Formada por aquilo que não está no controle do comando da empresa. É? Em termos.
A cultura das empresas (ou de um país, sociedade) - e também podemos traçar um paralelo com a nossa própria imagem pessoal - é a imagem, a leitura que as pessoas tem do seu ambiente de trabalho/país/sociedade.
E isso independe do que se pendura nas paredes ou se coloca nas campanhas de marketing.
Muito bem. Quanto mais elevados os elementos que damos, mais elevadas são as percepções. E se a qualidade for baixa, baixa serão as percepções.
A grande disfunção está quanto você anda pelos diversos locais de uma mesma organização e parece que está em várias empresas diferentes. Ou quando você anda em vários grupos de convivência e recebe várias impressões sobre você.
Sempre quando tenho a oportunidade de perceber esse fenômeno, o primeiro movimento que faço é me perguntar: "Qual foi o estímulo que a empresa - ou eu - deu para que isso fosse compreendido assim?"
Da fala das pessoas saem desde histórias e conclusões absolutamente emocionais(chegam a ser fantasiosas) até o outro oposto, as extremamente racionais. Ambas muito venenosas, tóxicas.
No caso das organizações, não convergir uma grande massa de gente em prol dos mesmos objetivos é o que pode deixar uma empresa à deriva. Cada um vai para um lado e ninguém para o lugar 'certo'.
Gera-se desde mediocridade no desenvolvimento das carreiras até a dissimulação. Sim, é isso mesmo: as pessoas finjem. Por dois grandes motivos: não percebem que podem mudar dali ou, por alguma impossibilidade, é preciso manter a moeda que garante o sustento.
Se isso se estender por um tempo razoável, levamos registros fortes às essas personalidades que é assim que o mundo funciona. Impactamos a maneira como elas entendem e levam a vida.
No caso de 'gente', o resultado da semeadura de elementos ruins é, via de regra, a solidão. Acaba-se por viver sozinho, mesmo cercado de muitos. Acaba-se por sorrir e chorar acompanhado apenas de um copo de alguma bebida preferida.
Nesse caso a 'moeda' é outra. Ninguém mantém ninguém próximo e verdadeiramente conosco pagando um salário mensal, certo?
Autocrítica. Ela serve bem nesses casos. Perguntas como: O que está no seu controle para que seja mais compreendido? O que o torna um grande contribuidor? Que qualidade de elementos está usando? pode ser uma chave que abre um mundo de possibilidades.
“As ideias tem ideias próprias... Forçadas a marchar numa direção única, elas se rebelam.” Rubem Alves
quarta-feira, abril 20, 2011
quarta-feira, abril 06, 2011
Tribunal
É comum e muitas vezes irresistível apresentarmos nossas opiniões sobre o mundo, as pessoas, as cenas da vida carregadas de um certo eco de barulho de martelo, assim como aqueles de um tribunal.
Li outro dia num livro bem interessante que quando emprestamos nosso julgamento a um ato, mais especificamente aquilo que consideramos "pecado", dividimos o peso da cruz com o "pecador" de origem. Faz sentido.
Avaliar a vida pelo nosso prisma pessoal é humano. Julgar a partir dele também, mas consideravelmente mais grave. Jamais sabemos todas as facetas, teias e motivos para as cenas que passam pelos nossos sentidos acontecerem da maneira que acontecem.
Há de se respeitar o ritmo. Há de se compreender a ressonância. Há de se conhecer a necessidade.
Estar atrás do dedo que aponta ao nariz do outro é confortável e, arrisco-me dizer, aprasível. Afinal, isso não nos coloca em posição de se mexer e fazer algo para comprometermo-nos com as questões do outro.
Estar na frente do dedo que aponta é mais inquietante e aí, talvez somente aí, captamos a mensagem: se você tem dedos, os outros também tem.
Questiono-me com frequência sobre várias coisas, o tempo todo. É certo que, dependendo do ciclo, 'temas' sejam mais comuns nessas 'discussões by myself'. Uma das principais atualmente é: sei da missão, mas como ela se dará? Qual é o papel principal que devo assumir?
Numa dessas vezes, como uma epifania (aprendi essa outro dia com um amigo), veio-me uma singela e grandiosa lição: seus " bons" motivos jamais serão os "bons" motivos do outro. Afinal (também como aprendi com esse mesmo amigo) o caminho é pessoal.
Se quer fazer algo por alguém, se quer realmente se comprometer com as questões do outro, se oferecer em ajuda, faça da maneira mais coerente: ofereça recursos e deixe o resto por conta do dono...
Boas análises a todos nós.
Li outro dia num livro bem interessante que quando emprestamos nosso julgamento a um ato, mais especificamente aquilo que consideramos "pecado", dividimos o peso da cruz com o "pecador" de origem. Faz sentido.
Avaliar a vida pelo nosso prisma pessoal é humano. Julgar a partir dele também, mas consideravelmente mais grave. Jamais sabemos todas as facetas, teias e motivos para as cenas que passam pelos nossos sentidos acontecerem da maneira que acontecem.
Há de se respeitar o ritmo. Há de se compreender a ressonância. Há de se conhecer a necessidade.
Estar atrás do dedo que aponta ao nariz do outro é confortável e, arrisco-me dizer, aprasível. Afinal, isso não nos coloca em posição de se mexer e fazer algo para comprometermo-nos com as questões do outro.
Estar na frente do dedo que aponta é mais inquietante e aí, talvez somente aí, captamos a mensagem: se você tem dedos, os outros também tem.
Questiono-me com frequência sobre várias coisas, o tempo todo. É certo que, dependendo do ciclo, 'temas' sejam mais comuns nessas 'discussões by myself'. Uma das principais atualmente é: sei da missão, mas como ela se dará? Qual é o papel principal que devo assumir?
Numa dessas vezes, como uma epifania (aprendi essa outro dia com um amigo), veio-me uma singela e grandiosa lição: seus " bons" motivos jamais serão os "bons" motivos do outro. Afinal (também como aprendi com esse mesmo amigo) o caminho é pessoal.
Se quer fazer algo por alguém, se quer realmente se comprometer com as questões do outro, se oferecer em ajuda, faça da maneira mais coerente: ofereça recursos e deixe o resto por conta do dono...
Boas análises a todos nós.
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