É comum e muitas vezes irresistível apresentarmos nossas opiniões sobre o mundo, as pessoas, as cenas da vida carregadas de um certo eco de barulho de martelo, assim como aqueles de um tribunal.
Li outro dia num livro bem interessante que quando emprestamos nosso julgamento a um ato, mais especificamente aquilo que consideramos "pecado", dividimos o peso da cruz com o "pecador" de origem. Faz sentido.
Avaliar a vida pelo nosso prisma pessoal é humano. Julgar a partir dele também, mas consideravelmente mais grave. Jamais sabemos todas as facetas, teias e motivos para as cenas que passam pelos nossos sentidos acontecerem da maneira que acontecem.
Há de se respeitar o ritmo. Há de se compreender a ressonância. Há de se conhecer a necessidade.
Estar atrás do dedo que aponta ao nariz do outro é confortável e, arrisco-me dizer, aprasível. Afinal, isso não nos coloca em posição de se mexer e fazer algo para comprometermo-nos com as questões do outro.
Estar na frente do dedo que aponta é mais inquietante e aí, talvez somente aí, captamos a mensagem: se você tem dedos, os outros também tem.
Questiono-me com frequência sobre várias coisas, o tempo todo. É certo que, dependendo do ciclo, 'temas' sejam mais comuns nessas 'discussões by myself'. Uma das principais atualmente é: sei da missão, mas como ela se dará? Qual é o papel principal que devo assumir?
Numa dessas vezes, como uma epifania (aprendi essa outro dia com um amigo), veio-me uma singela e grandiosa lição: seus " bons" motivos jamais serão os "bons" motivos do outro. Afinal (também como aprendi com esse mesmo amigo) o caminho é pessoal.
Se quer fazer algo por alguém, se quer realmente se comprometer com as questões do outro, se oferecer em ajuda, faça da maneira mais coerente: ofereça recursos e deixe o resto por conta do dono...
Boas análises a todos nós.

Taaaaati Meooooo (hehehe) PERFEITO!
ResponderExcluir"Conselho é uma forma de nostalgia. Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo, repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale".
A verdade é que muitas vezes queremos que as pessoas sigam aquilo que falamos. Ou então, queremos imprimir na vida do outro nossas experiências quando, na verdade, nós nunca sabemos se o resultado será o mesmo.
Quanto ao julgamento, isso é algo realmente negativo. Mas, infelizmente, é algo que fazemos o tempo todo... seríamos todos "doutores"??? Sei que nos últimos tempos, venho me controlando para não ficar nessa de imprimir minha verdade, na verdade do outro... "mapa não é território". Para realmente ajudar o outro, venho tentando fazer com que ele/ela pense nos caminhos que tem a seguir, qual estrada pegará é com eles!!! Venho recebendo o mesmo tratamento, e digo, é bem melhor!
Tati, amadoro seus textos... esse, em especial, ficou maravilhoso... ler o que você escreve, me dá vontade de escrever um outro texto... hauhauhauha... Grande Beijo!!!
Querido Raffis! Fico honrada de ter um clmentário seu por aqui.
ResponderExcluirObrigada por ler, comentar e elogiar! ;)
Se sentir vontade de escrever, escreva mesmo! Acho hiper interessante os blogueiros pegarem gancho uns com os outros para produzir mais ideias doidas...rs
Bjs,
Tati
Tati, p/ variar adorei!! Adoro tudo o que vc escreve. Sou sua seguidora fiel!
ResponderExcluirGrande beijo minha querida
Fe, que saudade de você, garota! Obrigada mesmo! Bjs!!
ResponderExcluirTati, o dia em que as pessoas aprenderem a não julgar os outros impondo sus verdades absolutas as guerras acabarão....muito bem escrito, sua sensibilidade toca meu coração...amo vc cabea lantejola!!!
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