Cultura organizacional. Formada por aquilo que não está no controle do comando da empresa. É? Em termos.
A cultura das empresas (ou de um país, sociedade) - e também podemos traçar um paralelo com a nossa própria imagem pessoal - é a imagem, a leitura que as pessoas tem do seu ambiente de trabalho/país/sociedade.
E isso independe do que se pendura nas paredes ou se coloca nas campanhas de marketing.
Muito bem. Quanto mais elevados os elementos que damos, mais elevadas são as percepções. E se a qualidade for baixa, baixa serão as percepções.
A grande disfunção está quanto você anda pelos diversos locais de uma mesma organização e parece que está em várias empresas diferentes. Ou quando você anda em vários grupos de convivência e recebe várias impressões sobre você.
Sempre quando tenho a oportunidade de perceber esse fenômeno, o primeiro movimento que faço é me perguntar: "Qual foi o estímulo que a empresa - ou eu - deu para que isso fosse compreendido assim?"
Da fala das pessoas saem desde histórias e conclusões absolutamente emocionais(chegam a ser fantasiosas) até o outro oposto, as extremamente racionais. Ambas muito venenosas, tóxicas.
No caso das organizações, não convergir uma grande massa de gente em prol dos mesmos objetivos é o que pode deixar uma empresa à deriva. Cada um vai para um lado e ninguém para o lugar 'certo'.
Gera-se desde mediocridade no desenvolvimento das carreiras até a dissimulação. Sim, é isso mesmo: as pessoas finjem. Por dois grandes motivos: não percebem que podem mudar dali ou, por alguma impossibilidade, é preciso manter a moeda que garante o sustento.
Se isso se estender por um tempo razoável, levamos registros fortes às essas personalidades que é assim que o mundo funciona. Impactamos a maneira como elas entendem e levam a vida.
No caso de 'gente', o resultado da semeadura de elementos ruins é, via de regra, a solidão. Acaba-se por viver sozinho, mesmo cercado de muitos. Acaba-se por sorrir e chorar acompanhado apenas de um copo de alguma bebida preferida.
Nesse caso a 'moeda' é outra. Ninguém mantém ninguém próximo e verdadeiramente conosco pagando um salário mensal, certo?
Autocrítica. Ela serve bem nesses casos. Perguntas como: O que está no seu controle para que seja mais compreendido? O que o torna um grande contribuidor? Que qualidade de elementos está usando? pode ser uma chave que abre um mundo de possibilidades.

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