Nos meus melhores sonhos, as pessoas se entendem, compreendem os limites uns dos outros, ajudam-se mutuamente.
Neles, essas mesmas pessoas cuidam do planeta, não jogam lixo na rua, fazem reciclagem em suas casas, economizam água.
Possuem fé em Deus e acreditam que estão aqui movidos por uma Energia que permite isso e crêem que à Ela devemos respeito.
Nesses meus malucos sonhos, pessoas perdoam os erros das outras e podem continuar a amá-las apesar deles, pois descobrem que o coração vale mais do que o orgulho, a paz mais que a briga.
Pessoas estendem as mãos umas às outras num gesto de humanidade, pois sabem que um dia precisaram disso também. Elas falam o que precisam falar com respeito, pois também sabem que só a verdade é um bom e promissor caminho...
E elas até presam por falar, por dividir percepções, por checar informações, por não abandonar e julgar.
Pessoas querem o bem umas das outras mesmo que não "mereçam". Pessoas, nos meus sonhos, até pedem a Deus pelo próximo, com amor.
Pessoas usam seus recursos internos para olhar para si antes de qualquer movimento de olhar para o vizinho. Usam esses recursos para aprimorar-se, adquirir habilidades e, principalmente, oferecer ao mundo o melhor de si.
Pessoas se felicitam pela alegria dos outros, alegram-se pelas vitórias e se entristecem por ver um semelhante se perder em ciúmes, inveja e sentimentos de "menor escalão"...
Pessoas, assim tipo gente, doam energia para mais gente, pois sabem que o melhor a se dar é aquilo que se recebe. E todos recebem isso incessantemente...
Pessoas se amam. Pessoas se apóiam. Pessoas constroem. 'Pessoas são gente', feitos à semelhança de Deus.
Sonhos esses pelos quais trabalho mesmo estando fora da minha mesa do escritório porque, apesar de serem sonhos, eu acredito neles.
“As ideias tem ideias próprias... Forçadas a marchar numa direção única, elas se rebelam.” Rubem Alves
terça-feira, novembro 30, 2010
segunda-feira, novembro 22, 2010
Principalmente GRATIDÃO
Sabe, gente, tudo tem sua hora para acontecer mesmo.
Como nada está parado, como tudo tem seu fluxo e refluxo, como tudo é criado e alterado pela nossa mente, essa postagem tem o principal objetivo de agradecer.
Mas não só. Minha mente que voa não me permite algo tão objetivo...
Assim como a decepção é um dos piores sentimentos que já experimentei, imediatamente oposto a ele é a gratidão. Ah, tudo tem sua polaridade também...
E o caminhar entre uma extremidade e outra nunca é fácil. Como já escrevi na postagem anterior a esta, os ciclos da vida são simples em sua composição, digamos, "matemática", mas complexos na maneira de sentir cada etapa.
E, quer saber: a gente tem mesmo é que se entregar as dores e sabores que eles proporcionam. É certo que é preciso ter consciência de que "isso passa" e manter, em algum lugar, a visão na paz de espírito.
Tem duas responsabilidades nesse processo de saída da descida e ida à subida: a nossa (a principal) e a de Deus/Universo/Criador/Mente Infinita...
Uma vez, um homem chamado José Orlando contou uma história que dizia sobre o 'largar' de uma coisa que ele queria muito. E quando ele largou, o coisa veio.
Eu larguei nos últimos dias algo que queria muito. Larguei de joelhos no chão, pedindo a Deus que tomasse conta e me ajudasse a ter paz. Ou seja, mudei a vibração da coisa toda...
Essa foi minha parte e a parte de Deus na 'subida'.
Mas, também existe uma terceira parte que me emociona de lembrar: a dos meus amigos. Eles são tão insistentes, tão chatos, tão 'encarnados' que, entre acolher meu discurso doído e me mandar a um lugar feio para ver se eu me mancava, eles mostraram - e sempre mostram - o imenso amor que há na nossa relação.
São nos silêncios da escuta atenta, no olhar de compreensão, nos gritos para despertar, no oferecer da ajuda qualquer que seja ela, nas músicas altas, nas risadas...gargalhadas.. São nessas coisas que eles me fazem, de novo, ir ao chão com o joelho e, dessa vez não pedir, mas agradecer.
Agradecer pela paciência, pelo amor incondicional, pelo perdão aos meus inúmeros defeitos, pelas reflexões, pelas puxadas de orelha. Agradecer por serem quem são e por, dia após dia, escolherem estar comigo, independente se eu deixo ou não.
Afinal, amigo que é amigo é chato, 'encarnado' e grudento, principalmente 'em casos de incêndio'. Eles são tudo isso sem que eu chame, sem que eu peça. Eles, simplesmente, são. Por amor, eles são.
E estes me ensinaram isso aí que acabei de escrever, pois eu, nesses últimos tempos, abandonei e não percebi que deveria ser encarnada, chata e insistente. E a estes amigos, eu peço perdão. De todo coração, eu peço..
Enfim, motivos para agradecer não faltam:
A Sempre Deus, à minha sábia mãe, ao meu silencioso pai, ao meu 'inominável' marido, à minha companheira mais fiel Érica, ao carinho mais intenso Dudu, à sempre "junto" Luanna, a sempre atenta Fabiana, a iluminada Jô. Vocês me ensinaram demais. No passado, no presente e assim será no futuro.
Como nada está parado, como tudo tem seu fluxo e refluxo, como tudo é criado e alterado pela nossa mente, essa postagem tem o principal objetivo de agradecer.
Mas não só. Minha mente que voa não me permite algo tão objetivo...
Assim como a decepção é um dos piores sentimentos que já experimentei, imediatamente oposto a ele é a gratidão. Ah, tudo tem sua polaridade também...
E o caminhar entre uma extremidade e outra nunca é fácil. Como já escrevi na postagem anterior a esta, os ciclos da vida são simples em sua composição, digamos, "matemática", mas complexos na maneira de sentir cada etapa.
E, quer saber: a gente tem mesmo é que se entregar as dores e sabores que eles proporcionam. É certo que é preciso ter consciência de que "isso passa" e manter, em algum lugar, a visão na paz de espírito.
Tem duas responsabilidades nesse processo de saída da descida e ida à subida: a nossa (a principal) e a de Deus/Universo/Criador/Mente Infinita...
Uma vez, um homem chamado José Orlando contou uma história que dizia sobre o 'largar' de uma coisa que ele queria muito. E quando ele largou, o coisa veio.
Eu larguei nos últimos dias algo que queria muito. Larguei de joelhos no chão, pedindo a Deus que tomasse conta e me ajudasse a ter paz. Ou seja, mudei a vibração da coisa toda...
Essa foi minha parte e a parte de Deus na 'subida'.
Mas, também existe uma terceira parte que me emociona de lembrar: a dos meus amigos. Eles são tão insistentes, tão chatos, tão 'encarnados' que, entre acolher meu discurso doído e me mandar a um lugar feio para ver se eu me mancava, eles mostraram - e sempre mostram - o imenso amor que há na nossa relação.
São nos silêncios da escuta atenta, no olhar de compreensão, nos gritos para despertar, no oferecer da ajuda qualquer que seja ela, nas músicas altas, nas risadas...gargalhadas.. São nessas coisas que eles me fazem, de novo, ir ao chão com o joelho e, dessa vez não pedir, mas agradecer.
Agradecer pela paciência, pelo amor incondicional, pelo perdão aos meus inúmeros defeitos, pelas reflexões, pelas puxadas de orelha. Agradecer por serem quem são e por, dia após dia, escolherem estar comigo, independente se eu deixo ou não.
Afinal, amigo que é amigo é chato, 'encarnado' e grudento, principalmente 'em casos de incêndio'. Eles são tudo isso sem que eu chame, sem que eu peça. Eles, simplesmente, são. Por amor, eles são.
E estes me ensinaram isso aí que acabei de escrever, pois eu, nesses últimos tempos, abandonei e não percebi que deveria ser encarnada, chata e insistente. E a estes amigos, eu peço perdão. De todo coração, eu peço..
Enfim, motivos para agradecer não faltam:
A Sempre Deus, à minha sábia mãe, ao meu silencioso pai, ao meu 'inominável' marido, à minha companheira mais fiel Érica, ao carinho mais intenso Dudu, à sempre "junto" Luanna, a sempre atenta Fabiana, a iluminada Jô. Vocês me ensinaram demais. No passado, no presente e assim será no futuro.
domingo, novembro 14, 2010
Sobre os ciclos da vida
Nossa vida é feita de ciclos. E bem no período de transição entre um e outro, me parece comuns alguns aspectos.
Como atravesso um período desses, compartilho aqui percepções que considero relevantes:
É possível que nos sintamos confusos e perdidos. Afinal, mudança é mudança e sempre será uma zona de desconforto para qualquer um de nós. Relevante aqui é aceitar esses momentos com sabedoria e paciência.
É possível que tenhamos dúvidas sobre se o caminho escolhido é o melhor mesmo. E se há algo que pode apontar alguma coisa com relação a isso, esse algo chama-se intuição. E para ouví-la, o silêncio solitário é a melhor opção. Medite, relaxe, pense em nada. Não há nenhuma resposta vinda do 'exterior' que possa ser melhor e mais garantida do que a que vem desse exercício.
É possível que seja necessário - e desculpem se isso parecer forte -deixar pessoas para trás. Afinal, nessas mudanças normalmente estão uma revisão interna de valores, desejos, vontades. Pode ser que pessoas do seu convívio não entendam e você nem queira mais estar tão perto delas por conta disso. É algo até natural. Apenas um cuidado nesse ponto: não confundirmos as pessoas que discordam de nós e, mesmo assim, verdadeiramente estão ao nosso lado e aquelas que, efetivamente, são para serem deixadas para trás.
É possível que períodos de silêncio se alternem com períodos de 'falação' ou, como me ensinaram antigos professores, 'verborragia'. Respeitemos cada um deles. No silêncio as coisas estão em observação mais profunda dentro de nós e também no mundo externo e na 'falação' é onde externalizamos aquilo que foi observado e até mesmo aprendido. Outro cuidado difícil aqui: não silencie na hora de falar e não fale na hora de silenciar.
O importante nesses períodos de mudança de ciclo na vida, é termos poucas certezas. E uma delas é qual é a sua missão de vida. O que, afinal, você veio fazer por aqui? Qual é sua maior contribuição? Como ouvi hoje no filme Tropa de Elite 2: "Minha missão está acima das minhas questões pessoais."
É aprimorarmos a percepção sobre nós mesmos e sobre as pessoas que escolhemos para estar conosco. Nosso ciclo de relacionamentos, de amizades, de parcerias (de vida, de trabalho etc) é onde tudo acontece e este pode nos elevar ou não... Por isso, o treino dessa percepção é fundamental para uma boa 'passagem'.
É claro que a percepção passa sempre pelo crivo daquilo em que acreditamos e sentimos e isso, por alguma razão 'humana', pode estar distorcido. Por isso, nos projetarmos para fora das 'cenas' vividas é saudável e até mesmo recomendável. Demoremo-nos nesse exercício, mas não mais do que o necessário.
E o importante do importante: esteja voltado sempre para o bem e para o justo, já diria Olga Prestes.
Isso pode nos custar bem caro, mas também me parece a única forma de valer a pena...
Como atravesso um período desses, compartilho aqui percepções que considero relevantes:
É possível que nos sintamos confusos e perdidos. Afinal, mudança é mudança e sempre será uma zona de desconforto para qualquer um de nós. Relevante aqui é aceitar esses momentos com sabedoria e paciência.
É possível que tenhamos dúvidas sobre se o caminho escolhido é o melhor mesmo. E se há algo que pode apontar alguma coisa com relação a isso, esse algo chama-se intuição. E para ouví-la, o silêncio solitário é a melhor opção. Medite, relaxe, pense em nada. Não há nenhuma resposta vinda do 'exterior' que possa ser melhor e mais garantida do que a que vem desse exercício.
É possível que seja necessário - e desculpem se isso parecer forte -deixar pessoas para trás. Afinal, nessas mudanças normalmente estão uma revisão interna de valores, desejos, vontades. Pode ser que pessoas do seu convívio não entendam e você nem queira mais estar tão perto delas por conta disso. É algo até natural. Apenas um cuidado nesse ponto: não confundirmos as pessoas que discordam de nós e, mesmo assim, verdadeiramente estão ao nosso lado e aquelas que, efetivamente, são para serem deixadas para trás.
É possível que períodos de silêncio se alternem com períodos de 'falação' ou, como me ensinaram antigos professores, 'verborragia'. Respeitemos cada um deles. No silêncio as coisas estão em observação mais profunda dentro de nós e também no mundo externo e na 'falação' é onde externalizamos aquilo que foi observado e até mesmo aprendido. Outro cuidado difícil aqui: não silencie na hora de falar e não fale na hora de silenciar.
O importante nesses períodos de mudança de ciclo na vida, é termos poucas certezas. E uma delas é qual é a sua missão de vida. O que, afinal, você veio fazer por aqui? Qual é sua maior contribuição? Como ouvi hoje no filme Tropa de Elite 2: "Minha missão está acima das minhas questões pessoais."
É aprimorarmos a percepção sobre nós mesmos e sobre as pessoas que escolhemos para estar conosco. Nosso ciclo de relacionamentos, de amizades, de parcerias (de vida, de trabalho etc) é onde tudo acontece e este pode nos elevar ou não... Por isso, o treino dessa percepção é fundamental para uma boa 'passagem'.
É claro que a percepção passa sempre pelo crivo daquilo em que acreditamos e sentimos e isso, por alguma razão 'humana', pode estar distorcido. Por isso, nos projetarmos para fora das 'cenas' vividas é saudável e até mesmo recomendável. Demoremo-nos nesse exercício, mas não mais do que o necessário.
E o importante do importante: esteja voltado sempre para o bem e para o justo, já diria Olga Prestes.
Isso pode nos custar bem caro, mas também me parece a única forma de valer a pena...
sexta-feira, novembro 05, 2010
Causa e Efeito
Causa e Efeito. Segundo os princípios herméticos "Toda a Causa tem seu efeito, todo Efeito tem sua Causa; tudo acontece de acordo com a Lei; o acaso é simplesmente um nome dado a uma Lei não reconhecida..." Esse princípio é da data do século III a.C.
Observo a mim e aos que me são próximos como, impressionantemente, temos dificuldade de compreender o que é causa e o que efeito.
É mais ou menos assim: eu escorrego numa casca de banana na segunda-feira. Efeito - escorregar. Causa - casca de banana. Tropeço no degrau da calçada na terça-feira. Efeito - tropeçar. Causa - degrau.
Ora, serão mesmo a casca de banana e o degrau as causas dessas cenas ou eles fazem parte de um grupo também de efeitos? Será que a desatenção não seria a causa verdadeira de uma coisa e outra?
É comum estarmos envolvidos com tantos e tantos efeitos que geram uma única causa dentro de nossa mente que se passarmos com 'pressa' e analisarmos rápido demais os fatos, podemos ter a falsa sensação de que entendemos a causa quando na verdade só ficamos lá, dando volta nos milhares de efeitos que foram gerados.
Isso é congruente com a estrutura do conceito de sintoma na teoria psicanalítica: tratar mal o parceiro de trabalho, descuidar da aparência e gastar demais podem ser três coisas diferentes para o nível da consciência, mas para o inconsciente são só as diversas notas possíveis de um mesmo grito.
Por isso um processo de análise demora tanto: até 'eliminar' ou, ao menos, dar uma diminuída em tantos sintomas para se começar a falar do que causa tudo aquilo, é um longo e tenebroso caminho...
Atenção aqui, só, não basta. É preciso coragem, muita coragem para abandonar definitivamente o que talvez sejam as grandes motivações da vida. Sim, porque os sintomas ou os efeitos são deliciosos mesmo que nos façam 'mal'. Eles são reguladores/defensores da consciência para uma dor insuportável que vive livremente na insconsciência. Ou seja, se fossem personagens, a fala desses reguladores seria aproximadamente assim: "É melhor o degrau do que a desatenção. Essa segunda aí vai desmoronar mais coisas do que a primeira".
Saber de toda essa 'parafernália' teórica não isenta especialistas a sofrerem exatamente essas cenas na vida. Aliás, geralmente, estes são alvos de 'referência' de como viver 'direito' e essa idéia é um grande equívoco.
Em minha opinião, os especialistas precisam, sim, ter um nível de atenção e coragem maiores do que os leigos para quando escorregadas e cascas de bananas aparecerem no caminho, ao menos, saberem identificar e 'pegar o caminho' mais respeitoso para tratar disso. E só isso.
Mas...'caminho respeitoso'? Para mim, significa demorar mais para concluir e, para chegar nisso, trocar idéias (que podem ser desde sessões analíticas até papo entre amigos).
Como diria minha ex-analista (se é que ex-analista existe): não importa o que, não importa de que forma: apenas fale.
Observo a mim e aos que me são próximos como, impressionantemente, temos dificuldade de compreender o que é causa e o que efeito.
É mais ou menos assim: eu escorrego numa casca de banana na segunda-feira. Efeito - escorregar. Causa - casca de banana. Tropeço no degrau da calçada na terça-feira. Efeito - tropeçar. Causa - degrau.
Ora, serão mesmo a casca de banana e o degrau as causas dessas cenas ou eles fazem parte de um grupo também de efeitos? Será que a desatenção não seria a causa verdadeira de uma coisa e outra?
É comum estarmos envolvidos com tantos e tantos efeitos que geram uma única causa dentro de nossa mente que se passarmos com 'pressa' e analisarmos rápido demais os fatos, podemos ter a falsa sensação de que entendemos a causa quando na verdade só ficamos lá, dando volta nos milhares de efeitos que foram gerados.
Isso é congruente com a estrutura do conceito de sintoma na teoria psicanalítica: tratar mal o parceiro de trabalho, descuidar da aparência e gastar demais podem ser três coisas diferentes para o nível da consciência, mas para o inconsciente são só as diversas notas possíveis de um mesmo grito.
Por isso um processo de análise demora tanto: até 'eliminar' ou, ao menos, dar uma diminuída em tantos sintomas para se começar a falar do que causa tudo aquilo, é um longo e tenebroso caminho...
Atenção aqui, só, não basta. É preciso coragem, muita coragem para abandonar definitivamente o que talvez sejam as grandes motivações da vida. Sim, porque os sintomas ou os efeitos são deliciosos mesmo que nos façam 'mal'. Eles são reguladores/defensores da consciência para uma dor insuportável que vive livremente na insconsciência. Ou seja, se fossem personagens, a fala desses reguladores seria aproximadamente assim: "É melhor o degrau do que a desatenção. Essa segunda aí vai desmoronar mais coisas do que a primeira".
Saber de toda essa 'parafernália' teórica não isenta especialistas a sofrerem exatamente essas cenas na vida. Aliás, geralmente, estes são alvos de 'referência' de como viver 'direito' e essa idéia é um grande equívoco.
Em minha opinião, os especialistas precisam, sim, ter um nível de atenção e coragem maiores do que os leigos para quando escorregadas e cascas de bananas aparecerem no caminho, ao menos, saberem identificar e 'pegar o caminho' mais respeitoso para tratar disso. E só isso.
Mas...'caminho respeitoso'? Para mim, significa demorar mais para concluir e, para chegar nisso, trocar idéias (que podem ser desde sessões analíticas até papo entre amigos).
Como diria minha ex-analista (se é que ex-analista existe): não importa o que, não importa de que forma: apenas fale.
quinta-feira, novembro 04, 2010
Paca, Pouco ou Picas?
Uma querida amiga minha pediu para que eu escrevesse algo sobre coerência.
Isso me fez pensar no quanto é árduo o exercício de falarmos e fazermos a mesma coisa. Como um grande amigo meu escreveu em um de seus textos atrás, somos seres complexos: fantasias, crenças, desejos... e tudo num samba só...
É difícil pegarmos o 'fio da meada' de nós mesmos. Principalmente em tempos de mudança, com tantas informações, tantos caminhos possíveis.
E como garantir que sejamos coerentes, ou - como me ensinou o amigo dos textos que citei acima - CONGRUENTES?
Algumas hipóteses que me ocorrem:
1) Assuma seus erros. Ninguém está livre de cometê-los e é muito saudável que o façamos. Por onde é que crescemos senão por aí? E, por vezes, podemos nem perceber. Daí a importância de ter gente de confiança que nos ofereça um espelho. E no momento em que enxergamos, me parece crucial que levantemos as mãos e digamos: "Sorry";
2) Analise os "dois lados da moeda". Como tenho aprendido, existe um antigo princípio que chama-se Polaridade. Tudo tem ao menos duas formas de serem lidas e interpretadas. Atentarmo-nos para isso ANTES de agir exige esforço, pois na pressa de resolver, podemos olhar de maneira rasa para coisas complexas...;
3) Cumpra o combinado. Se falou que vai às 9h, vá às 9h. Se comprometeu-se com uma entrega, entregue da maneira como prometeu. Se não vai, desmarque. Se não quer dever nada a ninguém, não envolva ninguém com compromissos. Todos temos o direito de mudar de opinião ou reconsiderar: se precisar fazer isso, faça-o com argumentos e antecipadamente;
4) Tenha dúvidas. Esse meu amigo querido que já citei duas vezes aqui também já escreveu "Não duvide nem acredite em tudo que te disserem". Convicções são parâmetros para que tenhamos nosso código de conduta e questioná-las quando a vida/pessoas apresentam novos fatos é tão saudável quanto tomar 2 litros de água por dia;
5) Coloque-se no lugar do outro. Aprendi uma coisa muito importante com uma turma muito competente "Empatia é colocar-se no lugar do outro com a visão de mundo desse outro". Sair da nossa zona de conforto, lá onde ficam as crenças, fantasias etc e entender a lógica daquele que convive com você é uma das poucas formas que temos de, efetivamente, ajudar. Se se dispõe a isso, faça-o com seriedade.
É difícil, né? Eu acho... Mas se não mantivermos o botão da atenção ligado, não há como perceber-se. E veja que todos os 5 itens que ousei colocar como hipóteses tratam disso: OLHAR PARA SI.
Não vá achando que concluir que você é ótimo, que é super evoluido, que tem vários recursos maravilhosos te dá Procuração de Deus. Aliás, só para ser Filho Dele exige uma busca que não cessa.
Pergunte a si mesmo com frequência: eu sou coerente? Paca, pouco ou picas?
Isso me fez pensar no quanto é árduo o exercício de falarmos e fazermos a mesma coisa. Como um grande amigo meu escreveu em um de seus textos atrás, somos seres complexos: fantasias, crenças, desejos... e tudo num samba só...
É difícil pegarmos o 'fio da meada' de nós mesmos. Principalmente em tempos de mudança, com tantas informações, tantos caminhos possíveis.
E como garantir que sejamos coerentes, ou - como me ensinou o amigo dos textos que citei acima - CONGRUENTES?
Algumas hipóteses que me ocorrem:
1) Assuma seus erros. Ninguém está livre de cometê-los e é muito saudável que o façamos. Por onde é que crescemos senão por aí? E, por vezes, podemos nem perceber. Daí a importância de ter gente de confiança que nos ofereça um espelho. E no momento em que enxergamos, me parece crucial que levantemos as mãos e digamos: "Sorry";
2) Analise os "dois lados da moeda". Como tenho aprendido, existe um antigo princípio que chama-se Polaridade. Tudo tem ao menos duas formas de serem lidas e interpretadas. Atentarmo-nos para isso ANTES de agir exige esforço, pois na pressa de resolver, podemos olhar de maneira rasa para coisas complexas...;
3) Cumpra o combinado. Se falou que vai às 9h, vá às 9h. Se comprometeu-se com uma entrega, entregue da maneira como prometeu. Se não vai, desmarque. Se não quer dever nada a ninguém, não envolva ninguém com compromissos. Todos temos o direito de mudar de opinião ou reconsiderar: se precisar fazer isso, faça-o com argumentos e antecipadamente;
4) Tenha dúvidas. Esse meu amigo querido que já citei duas vezes aqui também já escreveu "Não duvide nem acredite em tudo que te disserem". Convicções são parâmetros para que tenhamos nosso código de conduta e questioná-las quando a vida/pessoas apresentam novos fatos é tão saudável quanto tomar 2 litros de água por dia;
5) Coloque-se no lugar do outro. Aprendi uma coisa muito importante com uma turma muito competente "Empatia é colocar-se no lugar do outro com a visão de mundo desse outro". Sair da nossa zona de conforto, lá onde ficam as crenças, fantasias etc e entender a lógica daquele que convive com você é uma das poucas formas que temos de, efetivamente, ajudar. Se se dispõe a isso, faça-o com seriedade.
É difícil, né? Eu acho... Mas se não mantivermos o botão da atenção ligado, não há como perceber-se. E veja que todos os 5 itens que ousei colocar como hipóteses tratam disso: OLHAR PARA SI.
Não vá achando que concluir que você é ótimo, que é super evoluido, que tem vários recursos maravilhosos te dá Procuração de Deus. Aliás, só para ser Filho Dele exige uma busca que não cessa.
Pergunte a si mesmo com frequência: eu sou coerente? Paca, pouco ou picas?
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