Uma querida amiga minha pediu para que eu escrevesse algo sobre coerência.
Isso me fez pensar no quanto é árduo o exercício de falarmos e fazermos a mesma coisa. Como um grande amigo meu escreveu em um de seus textos atrás, somos seres complexos: fantasias, crenças, desejos... e tudo num samba só...
É difícil pegarmos o 'fio da meada' de nós mesmos. Principalmente em tempos de mudança, com tantas informações, tantos caminhos possíveis.
E como garantir que sejamos coerentes, ou - como me ensinou o amigo dos textos que citei acima - CONGRUENTES?
Algumas hipóteses que me ocorrem:
1) Assuma seus erros. Ninguém está livre de cometê-los e é muito saudável que o façamos. Por onde é que crescemos senão por aí? E, por vezes, podemos nem perceber. Daí a importância de ter gente de confiança que nos ofereça um espelho. E no momento em que enxergamos, me parece crucial que levantemos as mãos e digamos: "Sorry";
2) Analise os "dois lados da moeda". Como tenho aprendido, existe um antigo princípio que chama-se Polaridade. Tudo tem ao menos duas formas de serem lidas e interpretadas. Atentarmo-nos para isso ANTES de agir exige esforço, pois na pressa de resolver, podemos olhar de maneira rasa para coisas complexas...;
3) Cumpra o combinado. Se falou que vai às 9h, vá às 9h. Se comprometeu-se com uma entrega, entregue da maneira como prometeu. Se não vai, desmarque. Se não quer dever nada a ninguém, não envolva ninguém com compromissos. Todos temos o direito de mudar de opinião ou reconsiderar: se precisar fazer isso, faça-o com argumentos e antecipadamente;
4) Tenha dúvidas. Esse meu amigo querido que já citei duas vezes aqui também já escreveu "Não duvide nem acredite em tudo que te disserem". Convicções são parâmetros para que tenhamos nosso código de conduta e questioná-las quando a vida/pessoas apresentam novos fatos é tão saudável quanto tomar 2 litros de água por dia;
5) Coloque-se no lugar do outro. Aprendi uma coisa muito importante com uma turma muito competente "Empatia é colocar-se no lugar do outro com a visão de mundo desse outro". Sair da nossa zona de conforto, lá onde ficam as crenças, fantasias etc e entender a lógica daquele que convive com você é uma das poucas formas que temos de, efetivamente, ajudar. Se se dispõe a isso, faça-o com seriedade.
É difícil, né? Eu acho... Mas se não mantivermos o botão da atenção ligado, não há como perceber-se. E veja que todos os 5 itens que ousei colocar como hipóteses tratam disso: OLHAR PARA SI.
Não vá achando que concluir que você é ótimo, que é super evoluido, que tem vários recursos maravilhosos te dá Procuração de Deus. Aliás, só para ser Filho Dele exige uma busca que não cessa.
Pergunte a si mesmo com frequência: eu sou coerente? Paca, pouco ou picas?

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