Somos todos diferentes. Mesmo quando encontramos pessoas parecidas conosco na maneira de pensar, de agir e de lidar com o mundo e com a vida, somos diferentes uns dos outros.
E é na diferença que aprendo muito.
Uma das coisas que mais observo e aprendo ultimamente é o valor do silêncio. Nas minhas leituras atuais, em algumas relações de amizade, nossa... como é poderoso quando os sentimentos, por exemplo, passam através de um ato silencioso. É mais forte do que o ato declarado.
E é no silêncio que se contempla sentimentos como amor, fé, desapego, igualdade. Nele também podemos exercitar a intuição e o poder de ver além do que os nossos olhos físicos são capazes de nos informar.
O silêncio também traz tempo para observação. Já reparou como é rico quando apenas nos dispomos a observar, sem a pressa de emitir nossa opinião sobre algum fato, pessoa ou ambiente?
Na observação silenciosa podemos perceber as características das pessoas ou dos lugares onde vivemos e exercemos nossos papéis, podemos "sentir o clima", podemos enxergar detalhes e, muito fortemente, perceber os valores nossos e de quem convive conosco.
Sobre os valores, o silêncio oferece uma outra grandiosa possibilidade: a de convivermos, com o mínimo de harmonia, com aqueles valores que nada tem a ver com os nossos.
Sabe aqueles lugares onde você sabe que contraria tudo em que acredita, tudo que deseja para sua caminhada? Aqueles lugares onde se faz necessário estar num determinado período por força de alguma necessidade ou porque é ali que você precisa desenvolver novas habilidades, de repente aprender como lidar com as pessoas que pensam diferente de você, como citado no início desse texto?
Certamente, não é só de flores que nosso dia-a-dia é composto, e por muitas vezes precisamos compreender - e não é tarefa nada fácil - os motivos pelos quais estamos onde estamos, fazendo o que fazemos, com as pessoas que estamos.
Há um outro exercício importante aí, que o silêncio também ajuda a executar: garantir, para nós mesmos, nossos valores pessoais sem que o ambiente seja nocivo a eles ou que façam-os confusos. Quanto mais falamos, mais damos abertura e "colocamos à mesa" coisas sagradas (os próprios valores, a missão, as crenças que engrandecem e por aí vai).
Valorizar o que é bom para nós passa pelo ato de não agir muitas vezes, não é verdade?
Torço para que cada um de nós entendamos o complexo composto do dia-a-dia e que, no meio de tudo que nos acontece, sintamos a certeza de quem somos, lá no fundo, na alma, sabe? E que isso, ISSO sim, defina-nos. Não o contrário...

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