Li uma frase esses dias no facebook de uma antiga companhia que fez parte da minha vida e história por um longo período: "inventando experiências produtivas da indeterminação."
E, estando no facebook de quem estava, dá prá entender a complexidade dela. A mesma complexidade que me fez olhar para dentro durante esse tempo e rir e chorar diante do que era encontrado. Mas não é só de complexidade que meu percurso com essa pessoa foi feito. Havia muita simplicidade também assim como a frase, por mais que não pareça num primeiro momento.
Após escrevê-la, alguém perguntou a essa pessoa do que se tratava e aí tudo fico mais claro.
Inventar experiências produtivas da indeterminação é mais ou menos assim: gerar oportunidades para não ter certeza do que virá em seguida. Assim foi como li e pensei sobre a citação.
E isso é muito bacana e... simples. Pena que dá trabalho...
Num mundo em que nos é exigido momento após momento sabermos para onde irmos, o que desejar, o que rejeitar, o que falar, o que calar, me parece saudável nos largarmos e deixarmos a incerteza do minuto seguinte tomar conta de nós.
Em meio a decisões, a projetos, a relações, a crenças, o não-saber 'para onde' nem 'como' pode ser uma fenda, uma brecha que traz respiro e saúde.
Me lembrei também de uma frase que ouvi num treinamento, de um sábio homem, que dizia que 'quando paramos de querer, as coisas acontecem'.
Fato. Trabalhamos muito por algo, seja esse algo onde e o que for, e não aceitamos que aquilo - objetivo do desejo - não aconteça no prazo "congruente" ao nosso esforço para obtê-lo.
De novo, o 'largar de mão' - como diria minha avó - parece saudável e até necessário para que as coisas sigam seu curso natural.
Às vezes, depois de almejar, pensar, planejar, trabalhar, construir, dedicar, cuidar... é hora de deixar. Deixar para que a 'indeterminação do minuto seguinte' faça sua parte.
Enquanto isso, a gente descansa e respira.

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