Era uma vez um passarinho pequenino que sonhava em ser um Condor.
Ele, claro, tinha uma família de ancestrais fortes que tinha em sua cultura e DNA se colocar em “seu devido lugar” e se portar com a pequeneza própria de sua raça.
Mas esse passarinho não...ele era nitidamente diferente. Era o que sempre se recolhia no meio das festas de seu povo. O que sempre ciscava em outros terrenos, tipo o “pássaro negro da família”, sabe como é?
Ele tinha até mesmo um pedaço de árvore que bicava de maneira a construir desenhos ali e deixar suas angústias registradas em algum lugar que não fosse em sua pequena caixa craniana...
- Imagina só...um Condor... – pensava ele.
Mas logo em seguida, vinha como se fosse um tapa, outro pensamento:
- Sim, um Condor mesmo, e daí??
Bem, com todas essas diferenças e com um desejo sem precedentes como este, sua família o deixou, com o passar dos anos, a viver da maneira como ele achava melhor. Isso até trouxe por muitos anos, uma sensação de liberdade e independência, até que um dia ele fez aniversário de 5 anos, data importante visto que a raça dele vive em média 10 anos...
Já estava ele na metade da vida, vivendo até mesmo de acordo com uma rotina de um condor. Embora fisicamente jamais seria um, ele conseguiu viver de acordo com o que mais achada bacana na vida dessa outra raça.
Ai...ele tava lá: sozinho, com uma árvore cheia de significados que ele tinha posto e...sentindo um vazio indescritível. Sentia falta das pentelhações dos que eram da geração dele, das mães destes que sempre arrumavam confusão nas confraternizações de família e dela...da bendita mãe que vivia dizendo para ele se portar assim quando ele queria assado...
Sim, porque na metade de sua vida ele percebeu que isso o fazia quem era, até mesmo alimentava o sonho de ser diferente. Pois ele só podia pensar diferente se as raízes fossem fortes o bastante para servir de parâmetro.
Então, ele percebeu a força de um laço de uma raça. Naquele momento. E tomou uma decisão: voltou para uma visita no clã dos passarinhos. E adivinhe? Foi tão bem recebido que por um dia, no dia do seu aniversário, conseguiu esquecer os sofrimentos causados a ele ali, naquele lugar, e percebeu que só as coisas boas restaram.
E percebeu que ele era, sim, um condor mesmo sendo um passarinho e que isso o fazia feliz.
Feliz por ter realizado seu desejo e ainda fazer parte de uma família de passarinhos...
Lu, a você e feliz aniversário!

É, isto é mais comum do que possamos imaginar na nossa vida real.Não importa o quão passarinho seja, sempre, pra voce, será um Condor desde que seja essa a sua vontade, enfrentamos os Condors de igual para igual e vez ou outra até ganhamos essa ''briga'' mesmo com nossa pequenez,mas CUIDADO....,
ResponderExcluir- Será sempre um passarinho, por mais relutante que sejamos, a vida nos ensinará e nem sempre de modo educado e muito menos carinhoso, que o nosso lugar é sim junto aos nossos e que devemos sim dar graças à isto e rigorgizar-nos por tamanha DÁDIVA.
Parabens pela ''METAFORA HOUSE'' dessas linhas...rs
''EU''