Minha amada amiga e companheira de caminhada me pediu, há um tempo, para que eu escrevesse sobre riqueza e pobreza.
Disse-me ela: “Quero entender por que tanta diferença entre os semelhantes...”
Demorei em escrever, pois os textos que me atrevo a postar neste blog veem, sempre, das minhas experiências pessoais e sobre este tema não havia nada recente suficientemente forte para gerar um texto.
Aí, O Universo incessante me deu algumas experiências com as quais me habilito a escrever sobre o tema.
O título dessa postagem é, sim, sobre o filme de mesmo nome. Assisti, por co-incidência, com essa amiga junto.
Resumindo, o filme conta a história de um rapaz que vai parar num talk show que possui como prêmio 20 milhões de rúbias (análogo a este, tínhamos o Show do Milhão no Brasil). É narrado de maneira sensacional, pois a cada pergunta que o protagonista sabe, surpreendentemente, responder veio da experiência dura e, muitas vezes, cruel vivida na Índia. Esse rapaz tem um irmão que cedo entendeu que o dinheiro dá poder... Enquanto o irmão queria dinheiro para sair da ‘lama’ que era sua vida, o protagonista queria um amor e, para tê-lo, precisava de dinheiro, pois a Índia era a mesma que a vivida pelo seu irmão. Isso, então, os diferenciava?
Esse é um primeiro fato. O segundo é uma cena que comentei brevemente no Facebook sobre um jovem senhor de rua, com visíveis problemas físicos e que, como tantos, me pediu alguma coisa para ajuda-lo. Nunca dou em faróis por acreditar que existem outras maneiras ‘melhores’ de fazê-lo, mas ‘alguma coisa’ me fez pegar a bolsa e sacar 2,00 dela e dar ao jovem senhor. E aí veio a doce surpresa. Ele me respondeu: “Paz e prosperidade para vocês. E ÂNIMO, pois desânimo não faz parte da vida.” Ao lado dele estava a mulher e seu filho, também com visíveis dificuldades... só que as do filho eram mentais...
Além disso, temos todos os casos dolorosos das chuvas de verão, principalmente no Rio de Janeiro... A luta, o não desistir e ver como podemos ser bons e solidários...
Diante disso, eu penso que ricos são aqueles que extraem das oportunidades oferecidas pela vida uma qualidade de experiência superior à maioria.
A esperança, a dignidade, os fortes valores familiares, a vontade e necessidade de sobreviver, a certeza inabalável de que ‘vai dar certo’ no olhar dessas pessoas que citei é o que todos temos que aprender com eles. Essa é a riqueza.
Penso que não é a educação, o ‘berço’, o sobrenome, o tipo de trabalho, o carro, os bens que se faz o caráter, a pobreza ou a riqueza de um homem: é sua vontade.
É pelo que ele faz o que ele faz. É pelo que está, incansavelmente, em busca. É por fazer questão de ser descente, mesmo quando as circunstâncias ‘permitiriam’ não o ser.
Que cada um de nós reflita sobre o que e, principalmente, para que estamos lotados de coisa, sempre sem tempo, sem conseguir realizar todas as tarefas e, possivelmente, sem entender e buscar novas alternativas.
Essas pessoas diferentes, verdadeiramente ricas, priorizam o que parece estar na moda: família, amizade, amor, fé. Essas pessoas VIVEM isso e não apenas ficam no blá blá blá.
Pobre é aquele que não aprende, que desiste dos sonhos, que desanima, que insiste em caminhos e atitudes errados, que se ilude com posição e bens, que só olha para si e seus problemas.
Rico é o que sorri sempre, que agradece por tudo, que é descente e crente. É aquele que entende e vive a grandeza e pequeneza de ser apenas um entre 6,4 bilhões de uma das muitas espécies classificadas num dos universos possíveis...

Amei o texto Tati, sabe que compartilho disso totalmente, aprendemos na simplicidade da nossa criação, que é aí que está a felicidade, nas coisas simples!! te adoro bjs
ResponderExcluirO texto me caiu como uma bigorna, as vezes é bom lembrar quem você é ou tenta ser...e são nos nossos valores e descência que que percebemos o quanto somos ricos...é na nossa atitude e jeito de encarar a vida. Eu quero ser uma puta milhonária! beijo
ResponderExcluir