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segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Feminilidade: a ROCHA e a ROSA das mulheres de hoje

Marido: "Às vezes, ela podia deixar eu defendê-la dos 'perigos'."
Melhor amiga: "Tá doido? Você vai querer defender a 'Rocha'?"

Com essas duas falas de duas amadas pessoas da minha vida começou - ou re-começou - uma antiga discussão interna e que, certamente, permeia muitos dias das mulheres da modernindade.

Como bem lembrou meu marido, minha mãe já dizia: "Criei-a para brigar com homem."

Aí a pergunta: onde e como é que aparece, floresce e permanece a feminilidade, a 'rosa' das mulheres criadas para serem assim, o que creio seja a grande maioria hoje em dia?

A 'rocha' é no jeito de andar (como também comentou meu marido e minha amiga) de peito prá cima, cabeça erguida, pisando firme, passos que podem ser ouvidos ainda nos corredores. É no tom de voz, e no 'bater na mesa', é enfrentar de frente os problemas, é ser 'braba'- no jeito, na cara, no bico. É 'brigar' com homem de 'igual para igual', literal e principalmente quando se trata de ambiente de trabalho, visto que a posição que ocupo hoje exige. É o saber.

A 'rosa' aparece na maneira como se sente a vida, as relações e, sim, o próprio trabalho e suas formas e relações. É a intuição, a sensibilidade (às vezes exacerbada), as dores subjetivas que vêem quando ao dá errado. É cuidar da cachorra, da comida de casa, do marido, é no abraçar a mãe. É na hora de ouvir os amigos, de comprar um presente que tem a cara deles. É o sentir.


Ah! Claro... e aparece na culpa que persegue muitas vezes - típica da estrutura neurótica e histérica das mulheres e que, graças a alguns amigos e estudos, consigo dominá-la hoje mais do que antigamente. Sobre esse tema em específico, recomendo a leitura de um texto da Marcia Tiburi chamado "Culpa Feminina" e já aviso que é bem erudito...

Tem também o Princípio do Gênero que dá mais luz a essa problemática.

Com isso, arrisco-me a concluir - por enquanto - que equilibrar a rocha e a rosa em nós, mulheres, é mais do que uma arte. É Divino.


Deixo aqui um convite a quem quiser comentar e deixar sua contribuição ao tema.

2 comentários:

  1. Tati, concordo plenamente com você em relação a manter o equilibrio entre o saber e o sentir, é muito difícil equiparar e isso se torna realmente uma arte. Hoje mulheres fortes,oprimem seus sentimentos em prol de uma postura adquirida com a experiência vivida. Acredito que isso nos torna de certa forma não somente fortes mas com uma ponta de dureza e ideias envelhecidas, que as vezes é dificil quebrar. Temos que nos exercitar diariamente.

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  2. Oi, Lu. É por aí mesmo...
    Ser mulher é uma arte que angustia e ao mesmo tempo felicita-nos!

    Bjs,
    Tati

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