Já falei sobre esse tema por aqui, em alguma postagem que, claro, não me lembro bem. Mas não faz mal: tô precisando falar de novo.
Percebo que os momentos em que mais perdemos energia (em todos os sentidos da palavra) não é quando decidimos mal por uma coisa ou outra. É quando não decidimos para que lado vamos seguir.
Passei por momentos intensos nos últimos tempos com relação a isso e foi importante para que eu sentisse mais 'na pele' como é que é.
Achar que todos os lados da moeda tem razão na mesma proporção pode nos deixar em maus lençóis. Se são dois lados da moeda, um é diferente do outro, inclusive, em seu valor, certo?
Pois é. Quando todos os argumentos nos convencem algo está errado. E quando acontece, podemos ficar deprimidos e comprometer a vida e caminhada das pessoas que estão a nossa volta, seja família, amigos, companheiros de trabalho.
É extremamente difícil para mim como psicóloga e psicanalista ver pessoas boas, de coração grande, de inteligência, perder 'a mão' da vida por serem incapazes de decidir. Quando decidimos por algo, temos que aguentar as consequências. É mais ou menos assim: "Se eu ficar em cima do muro, ninguém me cobrará nenhuma atitude e até (olha que bacana) serei sempre cuidado, pois sempre exigirei atenção."
Apesar disso me irritar deveras, minha ética profissional e meu sistema de crenças me faz respirar fundo e quebrar a cabeça para pensar em como ajudar.
Sei também que tenho um limite para isso, mas fazer nada é desesperador, pois sei o quanto foi importante na minha história pessoas que fizeram questão de me ajudar.
Como um amigo escreveu outro dia no Facebook: "Cuidado, pois o muro tem um dono perigoso..." Isso me fez lembrar de uma dessas pessoas que aqui me refiro.
Resta-me, com toda minha fé, pedir a Deus iluminação para poder ajudar essa uma, que a mim é muito querida.
Uma das perguntas possíveis que pensei é: "O que te deixaria feliz agora?" É um começo...

Olá Tati.
ResponderExcluirÉ a primeira vez que visito seu blog. Adorei o texto, não pdoeria fazer mais sentido.
Algumas decisões, de tão difíceis chegam a ser torturantes mesmo, mas até nesses casos o melhor é decidir. Nessas ocasiões lembro-me da frase de um grande amigo: "Antes um fim torturante que uma tortura sem fim".
Beijos,
Ana Lúcia
Oi Aninha!!
ResponderExcluirQue bom que gostou e que recebi sua visita por aqui!
Afinal, você faz parte da 'escola' que tanto me ajudou e me ensinou a 'escrever'...
Obrigada!
Bjs
Adorei Tati, estou vivendo algo semelhante e acho que 99% da população também. Super bem vindo! beijos amiga
ResponderExcluirOi Flana!
ResponderExcluiracho que o problema maior é decidir e depois ficar pensando no lado da moeda que ficou prá baixo...
beijos,
Felis
Leilinha, concordo com vc! Muitas pessoas com quem tenho conversado estão em momentos de decião...
ResponderExcluirPepsi! Que alegria um comentário seu por aqui. E que comentário! Também concordo com vc, mas se fica pensando no lado que ficou prá baixo, realmente decidimos?
Bjs a duas!
Tati
Nooooooooooossa Maravilhoso! Fan!
ResponderExcluirLindo texto... tenho que assumir, embora esteja melhorando pouco a pouco pós Life, que para mim é mto difícil decidir, ou às vezes nem tanto decidir, mas fazer aquilo que pensei!!! Falta do tubarão, né?
O ponto é que concordo plenamente com vc e realmente é um gasto de energia danado... não pq não sabemos o q fazer, mas pq enqto ficamos no muro, gastamos grande tempo e concentração para nos equilibrarmos e direcionamos isso para algo que não nos deixa nem sequer realizados!!!
Por isso é que quero, até o fim de abril, fazer como em Berlin e DESTRUIR esse muro!!!
Bjus amore... mal posso esperar pelo próximo!!!