Recebe comida. A mesma, todos os dias. Antes de comer, separa 3 grãos daquilo e leva para o meio do espaço que lhe é atribuído (deve ser pro santo).
Recebe água e, depois de separar os 3 grãos, toma para sentir se está na temperatura que lhe agrada. Se não estiver, olha prá cima para sinalizar que está quente demais.
Come a comida intercalando entre esta e a água.
Depois do ritual da alimentação, que parece sagrado a ela, ela rola de barriga prá cima, de um lado pro outro, numa alegria só. Limpa o focinho (sistemática?)
Deita em seu divã (porque ela é fina demais) de cara virada prá porta de saída das pessoas que lhe são queridas. Atenta aos sons - de fora e de dentro - coloca-se em posição de alerta para defesa de sua casa e de sua família.
Quando chateada com a família, deita-se de bum bum virado para a dita porta de saída, como se dissesse: "Não fale comigo hoje. Você me magoou."
Quando feliz, é sorrateira e silenciosa para estar onde nunca a deixam estar: dentro de casa. Faz em sinal de graça e arranca gargalhadas da família e dos amigos.
Quando preocupada, assume o contorno de um vaso se não fosse pela cabeça que fica ligeiramente de lado para ver tudo quanto possível da onde é lhe colocado seu limite de passagem.
Quando está somente ela mesma, faz malabarismos para ganhar uma passada de mão na cabeça ou na barriga, de preferência. E ái de quem lhe negar isso: não consegue, simplesmente.
Companheira, amorosa, atenta, protetora, mansa, temperamental, sistemática, séria quando se trata de fazer o papel dela.
É uma bela descrição de uma mulher? Certamente é. Ela se chama Jady e é nossa cachorra.
Ela é mais gente do que muita gente que conhecemos. Ah, é sim...

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