Me deparo em momentos diferentes da minha rotina atualmente com algumas ignorâncias minhas.
Coisas que não sei o que fazer, como fazer, com quem fazer. A sensação é bem estranha, pois me acostumei a ter sempre uma 'cartola de criatividade interna' para resolver problemas, e ao mesmo tempo alegre.
Algo me fez mudar de posição e perceber que mesmo as coisas que sei me escapam. O que antes parecia ser um ponto de excelência em mim passa por sérios questionamentos e revisões sobre a melhor maneira de ser e acontecer...
Isso também me fez pensar que 'ignorância' não é só aquilo que a gente não sabe e conhece. É também aquilo que sabemos e conhecemos muito bem e concluimos que é A melhor forma de saber e conhecer e, portanto, fazer. E não se engane: isso é um processo inconsciente!
Conhecimento traz arrogância se não emprestarmos a devida atenção em novas possibilidades dele se transformar em ação.
Sermos tranquilos para mudar a nossa arte de fazer e entender as coisas, o mundo, as pessoas é sinal de sabedoria, que começa com conhecimento.
Querer mostrar que somos tranquilos para essa mudança e, no fundo, sermos inflexíveis, fechando percepções a nossa limitada maneira é sinal de... ignorância.
Por vezes podemos ser colocados no lugar de mestres ou mentores e isso me assusta demasiadamente por dois motivos: por ME colocarem nessa posição e eu achar que estou absurdamente longe de ser isso e por EU colocar pessoas nesse lugar. Li ontem a postagem de uma querida amiga dizendo que "Mestre não é aquele que sempre ensina, mas quem de repente aprende."
E 'de repente aprende' não só o que não se sabe, mas principalmente aquilo que já se sabe muito.
Dar de cara com esse tipo de ignorância angustia e entristece até um certo ponto, pois quantas atitudes foram tomadas com base nas "verdades" que já acabaram? Mas olharmos para elas, nos olhos, e se propor a 'conversar' é um exercício digno, lembrando que a base forte desse 'encontro' entre nós e nós mesmos são nossos valores, mas não todos: somente aqueles essenciais.
Ops... será que sabemos diferenciar os essenciais valores dos limitantes? Fica aqui mais uma perguntinha para medir o quão ignorantes ainda somos...

"...Sermos tranquilos para mudar a nossa arte de fazer e entender as coisas, o mundo, as pessoas é sinal de sabedoria, que começa com conhecimento..."
ResponderExcluirA verdade não ira nos abandonar. A verdade nos deixa cada vez mais... "forte". =]