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quinta-feira, outubro 14, 2010

Video Game

Tive um sonho. Daquele jeito: tudo meio confuso, algumas coisas até engraçadas.

Nele, cenas aconteciam rapidamente, carregadas de significados para as experiências que tenho vivido acordada.

Eu era como aqueles avatares de jogos de video game: obstáculos, pula daqui, salta dali, abaixa, levanta, anda um passinho para frente, erra o botão do controle e volta um passinho para trás. Cores, pessoas conhecidas em cenas esquisitas.

Lá pela '3ª fase' - do sonho - me deparei com dois caminhos: ou subia uma montanhazinha ou ia por baixo. A montanha era íngreme, havia até uma trilha nela, mas era de uma certa maneira assustadora pelo tamanho. O caminho 'de baixo' era, aparentemente, mais tranquilo apesar de não haver nada que me guiasse por ele, como a trilha na montanha.

E os botões do controle voltaram a ficar doidos: ora o avatar estava para a direita, apontado à montanha, ora para a esquerda, apontando à linha reta, de baixo. E aí, as esquisitices das 'fases' anteriores, aquela gente toda, as cenas passaram a acontecer ao meu lado, como se fossem elementos para que, naquela altura do campeonato, o avatar fosse para o lado mais adequado. Perceba: não o certo ou errado, simplesmente o mais adequado.

De um lado, cenas que traziam as vontades, as certezas da caminhada, os novos valores e as novas crenças. Traziam a missão. De outro, gente ainda mais familiar, que carregava a história até aquele momento, as conquistas, as construções sólidas. Traziam o amor.

No sonho, pensei: "E agora?" Subir a montanha exigirá, certamente, mais trabalho, mais persistência, mais atenção, mais dedicação. Exigirá mais confiança nas pessoas que estão desse lado e no que encontrarei do outro lado dela.

Ir por baixo, é mais tranquilo, mais seguro e posso ver, não com tanta clareza, o que tem lá.

O avatarzinho, nesse momento, abaixou a cabeça, fechou seus olhos, respirou fundo e pediu ao Cara que tinha o controle nas mãos que fizesse brilhar aquilo que era melhor para aquele jogo.

Ele, o avatar, também lembrou diante desse 'pedido', novamente, de um sonho onde um amigo recente, mas intenso dele dizia para ele pular num rio. E ele se lembrou de que sentiu medo e de que não tinha absolutamente nenhuma certeza. Mas mesmo assim, nessa cena, o avatar pulou.

Num susto angustiado, levando a mão à garganta, numa respiração forte e até alta, eu acordei.

2 comentários:

  1. José Carlos Carturan14 de outubro de 2010 às 09:52

    Sensacional!!!
    Muito show...
    Eita criatividade...
    Bjs

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  2. Se todos se lembram bem do AVATAR... o SEGREDO está no que somos na ESSÊNCIA e naquilo que queremos nos tornar! Para isso, a única BÚSSOLA que temos é o nosso CORAÇÃO firme, no MELHOR!!! O DONO do JOGO, o Senhor do video game(a vida ), nos proveu dessa BÚSSOLA, é SÓ mantê-la em PLENO FUNCIONAMENTO...POSICIONAR...CONFIAR..., e SEGUIR a indicação...

    Ti amo

    bjs

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